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Ataque das forças sírias faz sete mortos

Ataque das forças sírias faz sete mortos

Pelo menos sete pessoas morreram, este sábado, em várias localidades da Síria, incluindo três em Homs, numa ofensiva das forças de segurança para silenciar as vozes dissidentes.

O porta-voz dos Comités de Coordenação Local, Omar Edelbe, disse que os disparos das forças de segurança mataram três pessoas em Homs (no centro do país), um jovem de 17 anos no bairro de Al Raml, na cidade costeira de Lattaquié, e um homem em Hama (centro).

Uma outra pessoa também morreu em Homs devido aos ferimentos sofridos durante a sua prisão e outra na cidade de Daray, na província de Rif Damasco, não resistindo aos ferimentos de bala sofridos da véspera.

Em Al Raml, tanques e veículos blindados chegaram ao bairro de manhã e as tropas abriram fogo "indiscriminadamente", segundo Edelbe.

Neste bairro foram ainda presas várias pessoas pelas forças de segurança, que também destruíram os tanques de água que serviam de abastecimento à população.

Internet e telefone cortados

Por seu lado, o Observatório Sírio para Direitos Humanos (OSDH) afirma que morreram, pelo menos, duas pessoas em Al Raml e estima o número de feridos em 15. No local, foi cortada a Internet e o telefone para evitar comunicações, afirmou ainda o OSDH.

O ataque neste bairro, que levou ao o deslocamento forçado de pessoas, a maioria mulheres e crianças, levou os moradores dos bairros próximos de Saliba e Ashrafia Al a marchas de apoio.

Nos últimos dias, o bairro de Al Raml foi palco de manifestações que exigem a queda do regime do presidente Bashar al-Assad, que enfrenta um movimento de contestação sem precedentes nos últimos cinco meses.

O presidente do Observatório, Rami Abdul Rahman, disse ainda que uma força de dez camiões militares, sete automóveis todo-o-terreno com agentes dos serviços secretos e quinze autocarros "shabiha" entraram em aldeias junto à localidade de Ksir, na província de Homs.

Omar Edelbe relatou ainda prisões de opositores nas cidades de Duma, Manbesh e Sermin, entre outras. "Nas últimas 48 horas identificamos mais de 600 detidos, mas há mais", lamentou o activista.

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