Guerra

Ataques contra jornalistas são deliberados, acusa Repórteres Sem Fronteiras

Ataques contra jornalistas são deliberados, acusa Repórteres Sem Fronteiras

A organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF) apresentou uma denúncia ao Tribunal Penal Internacional contra os "ataques deliberados" aos jornalistas durante a guerra na Ucrânia. A RSF fala de "um plano ou de uma política" para silenciar a imprensa.

A "natureza repetitiva" dos ataques contra jornalistas no exercício das suas funções na Ucrânia motivou uma queixa apresentada pela ONG Repórteres Sem Fronteiras ao Tribunal Penal Internacional.

Na longa exposição, a organização afirma que já foram mortos cinco jornalistas e feridos outros 35 desde o início das hostilidades, há pouco mais de três semanas.

"A informação não pode ser considerada um objetivo militar", escreve a RSF, que pormenoriza as acusações à Rússia: "Está a fazer tudo para impedir o livre fluxo de informações sobre a guerra na Ucrânia".

No documento, enviado também por correio ao Ministério Público, os advogados da organização, Antoine Bernard e Paul Coppin, defendem que "a natureza repetida destes ataques, assim como a aceleração dos ataques nos últimos dias, deve-se considerar que fazem parte de um plano ou de uma política".

Esta estratégia adotada pela Rússia colide com as Convenções de Genebra, segundo as quais "os jornalistas que realizam missões profissionais perigosas em áreas de conflito armado serão considerados civis".

De acordo com a RSF, as agressões têm-se registado numa base quase diária e, além dos ataques físicos a jornalistas, consistem na destruição de meios de difusão, como torres de televisão e rádio em várias localidades, incluindo a capital, Kiev.

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