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Ataques em Gaza elevam receios de "nova guerra". Vinte palestinianos mortos

Ataques em Gaza elevam receios de "nova guerra". Vinte palestinianos mortos

Pelo menos vinte palestinianos, incluindo nove crianças, morreram na sequência dos ataques israelitas à Faixa de Gaza. Investidas do Hamas provocaram dezenas de feridos em Jerusalém.

Imprevisível não seria, já que o conflito entre Israel e a Palestina dura há largos anos, mas as tensões os dois estados escalaram de forma súbita durante o dia de ontem, depois de vários dias de confrontos entre palestinianos e polícias israelitas. O braço armado palestiniano Hamas, que mantém o poder na Faixa de Gaza, disparou ao início da noite, vários morteiros contra Israel que, por sua vez, respondeu com ataques aéreos acabando por matar pelo menos 20 palestinianos, incluindo nove crianças, e um comandante do Hamas.

As tensões no enclave escalaram depois de as autoridas israelitas terem levado a cabo uma violenta investida contra milhares de palestinianos que visitavam, a propósito dos últimos dias do Ramadão, a mesquita de Al-Aqsa, um dos locais mais sagrados do Islão.

"Em resposta aos crimes e agressões do inimigo contra a cidade sagrada e ao abuso de nosso povo em Sheikh Jarrah e na Mesquita de Al-Aqsa", o Hamas lançou mais de 100 rockets contra Israel e a zona de Jerusalém ocupada. Dezenas, incluindo 32 polícias ficaram feridos, mas não se registaram vítimas mortais.

Pouco depois dos ataques, primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Hamas, que classificou de "organização terrorista", transpôs "a linha vermelha" e prometeu vingar-se.

"Israel responderá com força. Não vamos tolerar ataques ao nosso território, capital, cidadãos e soldados ", acrescentou Netanyahu."Quem nos atacou, irá pagar um preço alto."

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Este poderá ser o mote para o início de um conflito de maior escala que já vinha sendo anunciado com pequenos picos de tensão e intensificado agora com ameaças de ambos os lados.

Ao final da noite de ontem, o ministro da Defesa israelita, Benny Gantz, disse estarem planeados vários ataques contra o Hamas e outros grupos terroristas na Faixa de Gaza, a fim de "restaurar a longo prazo a calma total", escreve o jornal "The Times of Israel".

Gantz insistiu que o Hamas é o único culpado pela violência que se gerou e negou as acusações de assédio aos adoradores na mesquita. "Gostaria de enfatizar que o Estado de Israel fez e fará de tudo para proteger a liberdade de culto. O Hamas é a única parte responsável ".

Sem mostrar sinais de querer afrouxar o conflito, a menos que Israel ceda, o Hamas afirmou que a resposta aos disparos do Hamas provocarão mais ataques da Faixa de Gaza. "Jerusalém chamo-nos e nós respondemos. Se vocês continuarem, nós também continuaremos", afirma a ala militar no comunicado.

Na sequência dos ataques, Gantz declarou o controlo militar de uma área de 80 quilómetros da Faixa de Gaza. Já na área metropolitana de Telavive foram decretadas restrições a reuniões, locais de trabalho e atividades escolares.

Incêndio junto à Esplanada das Mesquitas
Um incêndio, visível num raio de dois quilómetros, irrompeu durante a noite na zona da Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, o terceiro local mais sagrado do Islão onde milhares de fiéis estavam presentes para orar. A causa do incêndio está ainda por esclarecer.

ONU exige contenção a todas as partes
O secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu hoje que a tensão em Jerusalém pode originar outra "perigosa escalada" que conduza a mais violência, e exigiu contenção a todas as partes.

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