Redes sociais

Até 2100 o Facebook poderá ter mais membros mortos do que vivos

Até 2100 o Facebook poderá ter mais membros mortos do que vivos

Estudo afirma que a rede social Facebook poderá vir a ter mais membros mortos do que vivos até 2100, levantando questões sobre o futuro dos dados pessoais.

O Facebook poderá vir a ter 4,9 mil milhões de membros mortos até 2100. É a conclusão do estudo realizado por investigadores de Oxford, divulgado pelo jornal britânico "The Guardian", se a rede social continuar a crescer no ritmo atual.

Supondo que o crescimento tivesse parado no ano passado, o estudo conclui que o Facebook teria cerca de 1,4 mil milhões membros mortos até 2100. Nesse cenário, até 2070, o número de membros mortos já ultrapassaria o de vivos.

Com a conclusão do estudo, surge uma nova discussão entre os investigadores: apesar de o utilizador ter falecido, as atualizações realizadas durante a vida naquela permanecerão disponíveis aos outros utilizadores.

As descobertas, baseadas em dados da ONU e nas informações da ferramenta Audience Insights do Facebook, levantam questões sobre "quem tem o direito a todos esses dados, como deve ser feita a gestão de acordo com o interesse das famílias e dos amigos do falecido e o uso para futuros historiadores compreenderem o passado", disse Carl Öhman, do Instituto de Internet de Oxford, em comunicado. "Nunca antes na história um arquivo tão vasto de comportamento e cultura humana foi reunido num só lugar", acrescentou David Watson, o coautor do estudo.

Neste momento, os utilizadores do Facebook podem escolher um "contacto de legado" que, depois de o utilizador original morrer, obtém acesso a alguns dos dados da conta e pode colocá-la como "memorizada". Outras pessoas, no entanto, não podem ter acesso, o que poderá ser um problema caso a pessoa morra antes de designar esse contacto.

Um representante do Facebook disse que a empresa, que discordou com algumas das conclusões do estudo, tem "um profundo respeito pela posição única na vida das pessoas" e leva o seu "papel na conversa sobre a construção do legado na era digital a sério", referindo que a rede foi atualizada recentemente e tem os recursos disponíveis para os "contactos de legado". No entanto, os números notáveis do estudo destacam a necessidade de mudanças essenciais, dizem os pesquisadores.