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Atentado no Paraguai mata filha de governador local e duas universitárias brasileiras

Atentado no Paraguai mata filha de governador local e duas universitárias brasileiras

Um atentado em Pedro Juan Caballero, no leste do Paraguai, junto à fronteira com o Brasil, vitimou a filha de um governador local, duas jovens brasileiras universitárias, estudantes de medicina na cidade, e ainda uma quarta pessoa.

O ataque visou, aparentemente, a filha de Ronald Acevedo, o governador de Amambay, uma subdivisão administrativa do distrito paraguaio de Pedro Juan Caballero, colega das duas jovens brasileiras, de 22 e 19 anos.

A quarta vítima foi um homem na casa dos 30 anos, segundo a polícia, que atribuiu o ataque a alegados assassinos.

As quatro vítimas foram mortas a tiro por pistoleiros desconhecidos quando estavam prestes a entrar num veículo, depois de saírem de um evento festivo no início da manhã.

Não é claro se os assassinatos estão relacionados com o processo eleitoral, que culmina este domingo com a eleição de presidentes de câmara e conselheiros em todo o país.

Um irmão do governador de Amambay, José Carlos Acevedo, concorre à sua reeleição como presidente da câmara de Pedro Juan Caballero pelo Partido Liberal, o maior partido da oposição paraguaia.

Outro irmão de Ronald, um antigo senador no parlamento do país, Robert Acevedo, também liberal, sofreu um ataque em 2010 do qual escapou ileso, e que matou duas pessoas.

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Robert Acevedo, falecido este ano por doença associada à covid-19, alegou que esse ataque teria sido orquestrado por grupos de tráfico de droga.

Pedro Juan Caballero faz parte da Tripla Fronteira, partilhada pelo Paraguai, Brasil e Argentina, e é uma das cidades onde opera o Primeiro Comando da Capital (PCC), o maior grupo criminoso brasileiro.

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