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Atentados matam 47 pessoas em Bagdad

Atentados matam 47 pessoas em Bagdad

A série de atentados bombistas em Bagdad esta terça-feira foi a mais mortífera no conjunto dos ataques registados no país, tendo-se contabilizado 47 mortos, quando o Iraque luta contra uma das piores ondas de violência desde 2008.

Pelo menos oito carros bomba e vários engenhos colocados na beira das estradas atingiram esta terça-feira a capital mesmo antes de os iraquianos terem terminado o jejum diário do Ramadão, no fim de uma onda de violência que fez centenas de mortos.

As explosões ocorreram cerca de duas semanas depois de militantes de um grupo ligado à Al-Qaida ter atacado duas prisões e libertado centenas de prisioneiros, incluindo "jihadistas" condenados.

Em Bagdad, as bombas atingiram uma série de alvos, incluindo lojas e mercados sobretudo em distritos sunitas e xiitas, mas também em bairros mistos, a partir das 17,30 horas (15,30 horas, em Portugal continental).

No total, 31 pessoas foram mortas e outras 120 ficaram feridas, segundo fontes médicas e policiais.

No centro do distrito comercial de Carrada, um carro bomba matou cinco pessoas e danificou profundamente lojas e veículos estacionados nas ruas, revelou um correspondente da agência de notícias AFP.

Outras dez pessoas foram mortas com a explosão de outro carro bomba numa zona comercial a norte de Baquba, a capital da província de Diyala.

O primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, prometeu continuar a luta contra os militantes, num comunicado divulgado momentos antes do começo dos ataques.

"Nós não vamos deixar as nossas crianças às mãos destes assassinos e dos que estão por detrás deles", garantiu Maliki.

Acrescentou, por outro lado, que os iraquianos não serão vítimas das regras religiosas impostas pelos extremistas.

A violência tem crescido exponencialmente nos últimos meses, com quase mil pessoas mortas em julho, de acordo com dados oficiais, tornando-se assim no mês mais violento desde 2008.

Os ataques fustigaram sobretudo a zona norte de Bagdad, mas a capital não tem sido poupada.

Mais de dez carros bombas explodiram na capital iraquiana a 29 de julho, matando pelo menos 45 pessoas, numa série de ataques reivindicado pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ligado à Al-Qaida.

Noutros pontos do país morreram seis pessoas.

Homens armados entraram na casa de um polícia, na cidade de Mossul, arrastaram-no para a rua e executaram-no.

Trocas de tiros e rebentamentos de bombas em Fallujah e Khanaqin, mataram outras três pessoas.

Em Diyala, a norte da capital, forças de segurança mataram dois homens que conduziam veículos com explosivos.

A violência tem vindo a aumentar desde o início do ano, principalmente depois de uma operação de segurança num protesto antigovernamental por parte de árabes sunitas ter feito dezenas de mortos.

Os protestos alastraram nas zonas de maioria sunita a partir de 2012 com o descontentamento crescente entre os sunitas, que acusam o atual governo de maioria xiita de discriminação e de ataque contra a comunidade.

Vários analistas apontam que a raiva dos sunitas é a principal razão para o aumento da violência este ano.

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