Quénia

Ativista ambiental morta a tiro após ameaças de morte

Ativista ambiental morta a tiro após ameaças de morte

Uma proeminente ativista ambiental foi morta a tiro à entrada de sua casa, no Quénia, depois de receber várias ameaças de morte por fazer campanha contra o desenvolvimento de construções num parque nacional.

Joannah Stutchbury, de 67 anos, foi morta por volta das 22 horas, horário local, na quinta-feira, quando voltava para casa nos arredores de Nairobi. Amigos contaram que Joannah parou o carro para limpar galhos que bloqueavam a entrada de automóveis quando foi baleada várias vezes. Os vizinhos encontraram o corpo no carro com o motor ainda ligado e objetos de valor dentro do veículo, sugerindo que o ataque não foi um roubo.

Stutchbury opôs-se veementemente às tentativas de poderosos empresários locais de construir na floresta de Kiambu, e recebeu ameaças de morte.

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"É realmente horrível. Estamos muito abalados. É devastador ", partilhou Paula Kahumbu, CEO da "WildlifeDirect", uma ONG de conservação do meio ambiente.

O presidente queniano, Uhuru Kenyatta, condenou o homicídio. "Por muito tempo, Joannah tem sido uma defensora constante da conservação de nosso meio ambiente e é lembrada pelos seus esforços incansáveis ​para proteger a floresta Kiambu da invasão", comentou.

A floresta Kiambu fica nos arredores de Nairobi, onde o preço da terra disparou nos últimos anos. "Joannah ajudou muito [o Serviço Florestal do Quénia] e foi uma grande voz contra a destruição da floresta de Kiambu. Precisamos de uma investigação detalhada da polícia para descobrir o que aconteceu e qual foi o motivo. As pessoas não devem esquecer o que aconteceu", sublinhou um funcionário do serviço florestal ao jornal local "Star".

A morte de Stutchbury é apenas uma das várias mortes violentas de ambientalistas nos últimos anos. Em 2018, Esmond Bradley Martin, um ativista americano radicado no Quénia, cujas investigações sobre o comércio de marfim de elefante e chifre de rinoceronte foram consideradas críticas nos esforços para proteger as espécies ameaçadas, foi morto com facadas na sua casa em Nairobi. O seu homicídio continua sem culpados.

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