Moscovo

Ativista disfarçou-se de estafeta de entrega de comida para fugir da Rússia

Ativista disfarçou-se de estafeta de entrega de comida para fugir da Rússia

Uma das integrantes do grupo de protesto russo Pussy Riot, Maria Alyokhina, contou, esta quarta-feira, que conseguiu fugir da Rússia depois de enganar a polícia ao disfarçar-se de estafeta de entrega de comida.

Em entrevista ao jornal "The New York Times", a ativista de 33 anos disse, esta quarta-feira, que conseguiu sair de Moscovo disfarçada de estafeta de entrega de comida. Deixou o telemóvel para trás para evitar ser seguida pela polícia. Depois, cruzou a fronteira para a Bielorrússia e, uma semana depois, conseguiu entrar na Lituânia.

Lucy Shtein, também membro do Pussy Riot, publicou no Twitter uma fotografia de Maria Alyokhina com um uniforme verde da empresa Delivery Club e com um mochila de entrega de comida nas costas. Alyokhina "não fugiu da Rússia, saiu em digressão", começando por um espetáculo em 12 de maio em Berlim para angariar fundos para a Ucrânia, escreveu Shtein.

Maria Alyokhina já cumpriu uma pena de dois anos de prisão por fazer uma "oração punk" na principal igreja da Rússia - a Catedral de Cristo Salvador de Moscovo -, em 2012. Em setembro, Alyokhina foi condenada a um ano de "restrições" à liberdade - entre elas controlo judicial, recolher obrigatório noturno e proibição de sair de Moscovo - por ter convocado uma manifestação contra a prisão do líder da oposição russa Alexei Navalny. Em abril, a Justiça russa endureceu as medidas contra Alyokhina, substituindo-as por uma pena de prisão, numa audiência à qual não compareceu.

A ativista soma-se, assim, aos milhares de russos que deixaram o país desde o início da ofensiva russa na Ucrânia em 24 de fevereiro.

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