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Áustria mantém recusa em receber refugiados

Áustria mantém recusa em receber refugiados

O Governo da Áustria insistiu, esta segunda-feira, que não vai acolher refugiados do Afeganistão e rejeitou propostas da Comissão Europeia para a criação de rotas e canais legais para cidadãos afegãos receberem proteção na União Europeia (UE).

"Sou claramente contra o facto de acolhermos mais pessoas voluntariamente", disse o chanceler austríaco, Sebastian Kurz, numa entrevista ao canal televisivo "PULS 24", no domingo à noite, citada esta segunda-feira pela agência EFE. Já hoje de manhã, o ministro do Interior, Karl Nehammer, reiterou a posição de Viena de que a UE deve envidar esforços para que os refugiados afegãos permaneçam na região do seu país.

Kurz e Nehammer são ambos membros do Partido Popular Conservador (ÖVP), o parceiro maioritário da coligação governamental com os Verdes.

O ministro do Interior defendeu que os afegãos que cooperam com missões europeias e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês) deveriam poder continuar a trabalhar para a UE no Afeganistão ou em países limítrofes, em vez de serem transferidos para a Europa, como está a acontecer. "Também aqui, a prioridade deveria ser mantê-los na região", insistiu Nehammer numa entrevista à rádio pública "ORF", segundo a EFE.

Nehammer defendeu que os afegãos em causa, muitos dos quais são tradutores e intérpretes, devem ficar a trabalhar em projetos da UE no terreno para melhorar a situação humanitária.

O ministro austríaco já tinha criticado anteriormente a Comissão Europeia por apelar à criação de rotas seguras e legais para aqueles que tentam fugir do conflito e da repressão talibã no Afeganistão. O ministro austríaco manifestou o seu espanto perante esta proposta e acusou Bruxelas de enviar o "sinal errado", por considerar que poderia ser visto como um convite para os migrantes escolherem a Europa como destino.

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Em qualquer caso, a posição da Áustria, como o chefe do Governo reiterou na entrevista à "PULS 24", é a de que já tem uma comunidade de refugiados afegã proporcionalmente grande e não aceitará mais. A ajuda no terreno é atualmente "a única coisa certa e sensata em que a Comissão Europeia se deve concentrar agora", insistiu Sebastian Kurz.

Kurz mantém, assim, a política de imigração dura e restritiva, uma das pedras angulares da sua gestão governamental, ao impor-se ao parceiro minoritário da coligação, o partido Verde, que é a favor de que a Áustria receba um grupo de afegãos que necessitam de proteção.

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