Palestina

Autoridade Palestiniana informa Israel de interrupção na coordenação de segurança

Autoridade Palestiniana informa Israel de interrupção na coordenação de segurança

A Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) informou Israel na noite de quinta-feira da interrupção na coordenação securitária em resposta ao plano do governo israelita de anexar parte do território da Cisjordânia, informou a rádio pública israelita Kan.

Quando o presidente da ANP, Mahmud Abbas, anunciou na terça-feira a suspensão de todos os acordos com Israel e os Estados Unidos, incluindo a nível da segurança, muitos viram-no como mais uma das incontáveis ameaças dos palestinianos, que nunca chegaram a ser aplicadas.

Mas a notificação da ANP a Israel de interrupção desta cooperação, vital para a estabilidade da região, representa no mínimo uma mudança de estratégia, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

A Kan indicou que os palestinianos decidiram cancelar uma linha direta para troca de informação em situações de emergência, além de reuniões entre responsáveis pela segurança de ambas as partes.

Além disso, responsáveis da ANP informaram Israel de que as suas forças de segurança deixariam de proteger israelitas que entrem por erro em zonas cuja segurança está sob o seu controlo.

Desenvolvida no âmbito dos Acordos de Oslo, de 1995, a cooperação securitária tornou-se um dos pilares da estabilidade na zona, incluindo o intercâmbio de informação sobre potenciais ataques contra israelitas, atividades do movimento radical islâmico Hamas contra a ANP ou a coordenação para que responsáveis palestinianos possam circular com maior facilidade entre diferentes zonas do território.

A possibilidade de anexação de partes da Cisjordânia ocupada, incluída no acordo de coligação do novo governo israelita e prevista para o segundo semestre deste ano, foi recusada pelos palestinianos e criticada por grande parte da comunidade internacional.

A Jordânia ameaçou reconsiderar a sua relação com Israel, com quem tem um acordo de paz.

A Jordânia e o Egito são os dois únicos países árabes que reconhecem o Estado hebreu.