Egito

Autoridades encerram jornal da Irmandade Muçulmana

Autoridades encerram jornal da Irmandade Muçulmana

As forças de segurança egípcias encerraram as instalações do jornal da Irmandade Muçulmana, organização que apoiava o ex-presidente Morsi.

A operação das autoridades acontece após um tribunal do Cairo ter ordenado a interdição de todas as atividades da Irmandade Muçulmana e de todos os grupos que estão ligados à organização, assim como foram proibidas as manifestações de apoio ao ex-presidente Mohamed Morsi, deposto no dia 3 de julho pelos militares.

Em comunicado, os jornalistas do "Al-Hourreya wal Adala", o órgão oficial da Irmandade Muçulmana, confirmam que as instalações foram encerradas e toda a documentação confiscada.

"Nós, jornalistas do Al-Hourreya wal Adala, condenamos o encerramento do jornal pelas forças do golpe de Estado", escrevem os repórteres referindo-se às novas autoridades no poder no Egito, após a destituição de Morsi.

Os subscritores do documento acrescentam que depois do "golpe de Estado", trabalharam sob pressão e intimidações das forças de segurança contra o jornal que mudou o local da sede da publicação que anteriormente se encontravam no centro da capital.

O site da Irmandade Muçulmana diz ainda que a operação da polícia foi efetuada sem qualquer aviso ou decisão judicial sobre a publicação.

A organização islâmica tem agora um prazo, que termina no dia 2 de outubro, para interpor um apelo sobre a interdição a todas as atividades da Irmandade Muçulmana decretada na segunda-feira.

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