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Aviões fretados por Portugal partem para Moçambique

Aviões fretados por Portugal partem para Moçambique

Portugal fretou um avião comercial que vai partir na sexta-feira para Moçambique com cerca de 50 pessoas e diverso material para ajudar nas operações, após o ciclone Idai, disse esta quinta-feira o ministro da Administração Interna.

O ministro Eduardo Cabrita referiu que o avião comercial vai transportar elementos da Força Especial de Bombeiros, da Guarda Nacional Republicana e bombeiros de corporações do distrito de Santarém, bem como nove pessoas do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses e duas do Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária, para ajudarem na identificação das vítimas mortais.

A bordo vão também entre 10 a 12 embarcações semirrígidas para ajudarem nas operações de apoio e resgate que estão a decorrer em Moçambique, afetado pelo ciclone Idai, que devastou a região da Beira e fez pelo menos 242 mortos, segundo o mais recente balanço das autoridades moçambicanas.

"Amanhã (sexta-feira), conseguimos o fretamento de um avião comercial que levará embarcações de socorro, material de comunicações, que é decisivo dada a dificuldade de comunicações que se regista na área afetada, mais seis toneladas de material militar, para apoio aos militares que estão já a caminho de Moçambique, e mais cerca de 50 efetivos adicionais com características muito plurais: 20 bombeiros voluntários da região de Santarém, com experiência de trabalho em inundações, bombeiros da Força Especial de Bombeiros da ANPC e militares da Guarda Nacional Republicana, sobretudo da área de proteção e socorro", indicou o ministro.

Após a cerimónia de despedida dos 18 elementos que hoje partem para Moçambique, do aeródromo de trânsito de Figo Maduro, em Lisboa, Eduardo Cabrita declarou à imprensa: "Portugal estará à altura daquilo que é a nossa obrigação de solidariedade com o povo moçambicano, nesta hora difícil. Ontem (quarta-feira), tivemos um conjunto de elementos fundamentalmente militares, hoje temos uma missão centrada na dimensão humanitária e de proteção civil".

Avião fretado pela Cruz Vermelha segue para a Beira

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Um avião fretado pela Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) parte na segunda-feira com ajuda humanitária para a Beira, região no centro de Moçambique afetada pela passagem do ciclone Idai, anunciou hoje o presidente daquela instituição.

O presidente da CVP, Francisco George, anunciou hoje, em Lisboa, que a instituição angariou 394 mil euros para ajuda humanitária a Moçambique, país que já contabiliza 242 vítimas mortais em consequência da passagem do ciclone.

Em conferência de imprensa, Francisco George referiu que a CVP recebeu 144 mil euros até às 15 horas desta quinta-feira, acrescentando que lhe foi prometida a entrega "em breve" de mais 250.000 euros por parte de outras organizações.

Ainda assim, o responsável da instituição considera que "400 mil euros não chegam", mas as verbas podem ajudar a evitar a morte de crianças através da entrega de "alimentos, sistemas de desinfeção de água, como filtros, dispositivos, um hospital de campanha e muitos outros equipamentos que estão preparados no aeroporto de Figo Maduro".

Francisco George apontou que deste valor, 295 mil euros estão destinados para fretar à TAP um avião de carga, que poderá transportar 30 toneladas de material e ajuda humanitária, ao abrigo da denominada "Operação Imbondeiro".

O avião, que partirá para a cidade moçambicana da Beira na segunda-feira, transportará o hospital de campanha da CVP - com uma massa de cinco toneladas - e bens que serão entregues por grandes superfícies comerciais que estão, disse ainda Francisco George, "todas a ajudar no processo de angariação".

O responsável da instituição justificou que a requisição deste avião era a única alternativa para garantir a entrega de bens na região, uma vez que o aeroporto de Maputo "está sob pressão" e outros aviões não poderiam assegurar a descarga de materiais na Beira, onde estes mecanismos não estão operacionais.

"A equipa da Cruz Vermelha Portuguesa procurou, dia e noite, um avião de carga para transportar o hospital de campanha, os equipamentos, os geradores, e não foi possível encontrar outra alternativa", afirmou Francisco George, que elogiou a adesão dos portugueses à campanha de recolha de fundos lançada no dia 19 de março.

"Os portugueses têm sido muito generosos. Foi ultrapassada uma barreira psicossocial que estava convencido, que seria difícil de transpor", disse.

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