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Banco Central da Venezuela recomenda importação de produtos

Banco Central da Venezuela recomenda importação de produtos

O presidente do Banco Central da Venezuela, Nelson Merentes, recomendou, este domingo, ao Governo venezuelano que importe rapidamente alguns produtos para combater a escassez de produtos e impulsar a produção nacional.

"Já temos meses com falta de abastecimento em certos produtos. Eu alertaria, porque é o que faz o Banco Central da Venezuela (BCV), que isto não pode passar muito tempo, mais de dois ou três meses, há que importar rápido e bem, produzir mais e distribuir melhor", disse.

Numa entrevista ao canal 10 da televisão privada venezuelana, Televen, o presidente do BCV, explicou que "o mau da falta de abastecimento não é que exista (se dê) num determinado tempo, é que está um pouco mais longo, já temos meses com falta de abastecimento de certos produtos".

Segundo Nelson Merentes o Executivo tem estado a aprofundar o abastecimento das redes estatais Mercal e Pdval e está a ter reuniões com empresários privados para "ir corrigindo alguns nós, para que os produtos cheguem ao consumidor final".

"A técnica não é bloquear uma avenida para que não cheguem, é, ao contrário, há que abrir a avenida para que cheguem rápido", disse, em alusão aos protestos e barricadas que diariamente ocorrem no país e que, no seu entender "perturbam a economia em certo grau, afeta o comércio numa variável que pesa quase 7% do PIB".

"Afetam a distribuição de alimentos, afetam tanto a distribuidores como a consumidores. Há Estados (regiões do país) que são produtoras e os produtores não puderam distribuir as mercadorias.

Por outro lado admitiu que "há uma crise económica" no país, "mas não de magnitude tão profunda, como dizem alguns analistas", sublinhando que "a Venezuela tem como superar rápido este momento" e que "o governo está tomando medidas que apontam a sair rápido disto".

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Segundo Nelson Merentes as autoridades trabalham para corrigir a questão "dos altos preços" de alguns produtos que atribuiu a "uma imperfeição do mercado".

No seu entender atualmente "há condições para investir no país, os russos, os chineses e os americanos estão fazendo-o".

Por outro lado previu que a Venezuela deverá terminar 2014 com um crescimento económico de 4%.

Cada vez com mais frequência os venezuelanos se queixam de dificuldade para comprar alguns produtos como a farinha de milho e de trigo, café, leite, óleo, açúcar, margarina, papel higiénico e alguns enlatados.

Quando estes produtos chegam fazem-se longas filas junto do supermercados onde muitas vezes nem chegam às prateleiras.

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