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Bandeira francesa queimada no Paquistão em protesto contra "Charlie Hebdo"

Bandeira francesa queimada no Paquistão em protesto contra "Charlie Hebdo"

Cem manifestantes queimaram, esta quinta-feira, a bandeira francesa num protesto no Paquistão contra a última edição da revista satírica "Charlie Hebdo", que republicou as polémicas caricaturas do profeta Maomé que motivaram o atentado à sua redação em 2015.

Outros protestos estão a ser planeados para sexta-feira no Paquistão, onde a questão da blasfémia é muito importante.

Os manifestantes reuniram-se na cidade de Muzaffarabad, capital da Caxemira controlada pelo Paquistão, e gritaram frases como "Parem de latir, cães franceses" ou "Parem o Charlie Hebdo".

"O Governo do Paquistão deveria cortar imediatamente as relações diplomáticas com a França", disse o religioso Mohammad Zaman.

A manifestação terminou sem violência, depois de uma bandeira francesa ter sido pisada e incendiada.

Várias outras manifestações estão planeadas após as orações de sexta-feira, incluindo uma em Lahore (leste), promovida pelo partido extremista Tehreek-e-Labbaik Paquistan (TLP), cuja luta contra a blasfêmia é a principal arma política.

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A embaixada de França no Paquistão pediu aos seus cidadãos que "fiquem longe de todas as manifestações" e "evitem todas as viagens" na sexta-feira.

A blasfémia é uma questão muito delicada no Paquistão, o segundo país muçulmano mais populoso, com quase 220 milhões de habitantes, onde até mesmo alegações não comprovadas de ofensa ao Islão podem levar a assassínios e linchamentos.

Em 2015, a publicação de uma caricatura do profeta Maomé na publicação satírica "Charlie Hebdo" causou furor entre muitos muçulmanos, que consideraram a caricatura uma blasfémia, levando a publicação a ser alvo dos extremistas islâmicos no mesmo ano.

O atentado contra a redação da publicação e os ataques que se seguiram ocorreram entre os dias 7 e 9 de janeiro de 2015.

O julgamento sobre os atentados começou na quarta-feira em Paris, cinco anos após os ataques de extremistas islâmicos que fizeram 17 mortos.

Para assinalar o início do julgamento, a revista voltou a publicar as mesmas caricaturas do profeta Maomé que fizeram da publicação um alvo dos extremistas islâmicos em 2015.

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