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Barack Obama diz que vai destruir o Estado Islâmico

Barack Obama diz que vai destruir o Estado Islâmico

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse, ao início da madrugada desta segunda-feira, que está em guerra com o Estado Islâmico e com o terrorismo. Nega que ataque de San Bernardino tenha sido cometido por elementos do Daesh.

Barack Obama falou à América a partir da Sala Oval, na Casa Branca, algo que não fazia desde 2010, há cinco anos. O Presidente dos EUA centrou o discurso no terrorismo e na guerra ao Daesh (o autoproclamado Estado Islâmico).

Começou por falar no ataque de San Bernardino, na semana passada, que causou 14 mortos. "Foi um ato de terrorismo concebido para matar inocentes", admitiu Barack Obama, contestando a autoria proclamada pelo Daesh.

"Continuamos sem ter indicações de que os autores do ataque tenham sido recrutados pelo Estado Islâmico", disse Obama, referindo-se a Syed Rizwan Farook e à mulher, Tashfeen Malik, como "duas pessoas que escolheram o lado negro da radicalização".

Barack Obama foi claro. "Estamos em guerra com o terrorismo", admitiu o presidente dos EUA. "Vamos destruir o Estado Islâmico e todas as ameaças de terrorismo que nos ponham em causa. E vou dizer-vos como", acrescentou o presidente dos EUA, elencando três pontos fundamentais.

"As nossas forças militares vão continuar a perseguir todos os focos de terrorismo onde quer que estejam", disse Obama. "Vamos continuar a dar formação e equipamento às forças sírias que estão no terreno", acrescentou.

O presidente dos EUA disse, ainda, que vai continuar "a trabalhar com países aliados para barrar o financiamento ao Estado Islâmico e limitar-lhes a capacidade de recrutamento", prometendo acabar com o Estado Islâmico.

Barack Obama disse, também, o que não se deve fazer no combate ao Daesh. Reiterou a intenção de não enviar forças terrestres para combater os terroristas islâmicos, recusando entrar numa "longa e dispendiosa guerra no terreno", e acentuou a dimensão psicológica desta guerra.

"O Daesh quer pôr a América em guerra com o Islão", disse Obama, recusando cair nessa armadilha, ao recordar que há heróis de guerra e do desporto americano que são muçulmanos, entre os milhões de americanos que professam o Islão.

"O Estado Islâmico é um grupo de assassinos. Pessoas que fazem parte de uma cultura de morte, mas que representam apenas uma ínfima fração de mais de mil milhões de muçulmanos em todo mundo", acrescentou.

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