Venezuela

Barricadas na Venezuela impedem que alimentos cheguem ao Estado de Táchira

Barricadas na Venezuela impedem que alimentos cheguem ao Estado de Táchira

A Associação de Comerciantes do Estado venezuelano de Táchira (Aceta), a sudoeste de Caracas, denunciou que mais de 6 mil lojas têm falhas de bens devido às barricadas que impedem a distribuição de produtos, alguns de primeira necessidade.

A denúncia foi feita pelo vice-presidente daquele organismo, Prieto Ceniccola, que explicou que há quase duas semanas os proprietários têm dificuldades em abrir portas "não só pela insegurança, mas pela falta de alimentos".

Por outro lado, a deputada Zoraida Parra, do partido Socialista Unido da Venezuela, denunciou que setores da oposição deslocaram a vários estabelecimentos alertando os proprietários que, ou as portas ficavam fechadas, ou os estabelecimentos seriam destruídos.

Situado a 850 quilómetros de Caracas, o Estado de Táchira está junto à fronteira com a Colômbia e tem registado um importante número de cidadãos portugueses ou luso-descendentes.

A 19 de fevereiro o governador de Táchira, José Gregório Vielma Mora, denunciou que 120 alegados paramilitares estavam naquele Estado e provocaram várias situações de instabilidade.

Desde há 16 dias que se registam protestos em várias localidades da Venezuela, entre manifestações pacíficas e atos de violência que provocaram pelo menos 14 mortos, dezenas de feridos e mais de 500 pessoas detidas.

Os protestos começaram a 12 de fevereiro, com uma marcha pacífica de estudantes contra a insegurança, mas intensificaram-se nesse mesmo dia, quando confrontos entre manifestantes, forças da ordem e alegados grupos armados, provocaram a morte de três pessoas.

Quarta-feira, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, atribuiu a morte de "mais de 50" cidadãos à violência e às barricadas que impedem, por exemplo, a chegada de assistência médica ou a passagem de meios de socorro.