Covid-19

Bélgica decreta redução de contactos sociais a uma pessoa por agregado familiar

Bélgica decreta redução de contactos sociais a uma pessoa por agregado familiar

O primeiro-ministro belga, Alexander de Croo, decretou esta sexta-feira o encerramento dos comércios não essenciais e a redução dos contactos sociais a uma única pessoa por agregado familiar, medidas que qualificou de "confinamento mais estrito" e de "última chance".

"Estamos a adotar um confinamento mais estrito, mas este confinamento só tem um objetivo: evitar que os serviços de saúde cedam debaixo de uma pressão imensa", frisou Alexander de Croo.

Entre as medidas apresentadas esta sexta-feira, está previsto o encerramento de todos os comércios não-essenciais -- incluindo "profissões de contacto não sanitário", como cabeleireiros e salões de beleza -- mantendo-se abertos supermercados, mercearias e farmácias.

"Os serviços de 'take-away' e as entregas em casa continuarão a ser possíveis e os supermercados e mercearias mantêm-se abertos: portanto, não é preciso armazenar produtos. Aqueles que o fizerem, estão a ter um comportamento antissocial relativamente aos outros", alertou Alexander de Croo.

Os contactos fora do agregado familiar ficam também reduzidos a uma única pessoa, tendo o primeiro-ministro belga referido que "o risco é demasiado elevado" para haver encontros em espaços fechados com "mais familiares ou amigos".

"Há que minimizar ao máximo todos os contactos físicos e vamos ter de fazê-lo o tempo que for necessário. Temos de quebrar a subida em flecha dos números, tão rapidamente e drasticamente quanto possível", sublinhou o primeiro-ministro belga.

PUB

Os encontros no exterior são, no entanto, permitidos com um "máximo de quatro pessoas", e respeitando as "regras sanitárias, como a utilização da máscara e o distanciamento social".

O teletrabalho passa também a ser obrigatório, sendo que, nos casos em que não for possível, será obrigatório o uso de máscara e ventilação.

Já as férias escolares de Todos os Santos -- cujo final estava previsto na próxima semana -- são prolongadas até dia 15 de novembro e os funerais limitados a um máximo de 15 participantes.

Afirmando ter "plena consciência" de que as medidas são "drásticas, dolorosas e vão muito longe", Alexander de Croo sublinhou que foram o "fruto de uma longa reflexão, baseada em factos e números".

"São as medidas da última chance, são as medidas necessárias para fazer baixar os números. Está nas nossas mãos, está nas vossas mãos", referiu o primeiro-ministro belga.

Qualificando o estado do país de "urgência sanitária", apelou à população belga para fazer "frente comum", de maneira a evitar que o "pessoal médico e os hospitais não desabem nos próximos dias".

As medidas apresentadas entrarão em vigor na próxima segunda-feira e terão uma duração de seis semanas, com nova reunião do Comité de Concertação a 01 de dezembro para avaliar o seu impacto.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG