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Bélgica rejeita ligações terroristas ao assassínio de segurança de instalação nuclear

Bélgica rejeita ligações terroristas ao assassínio de segurança de instalação nuclear

A justiça belga descartou, este sábado, possíveis ligações terroristas com o assassínio de um agente de segurança que trabalhava numa instalação nuclear em Froidchapelle, no sul da Bélgica, na noite da quinta-feira.

Vários meios de comunicação belgas demonstraram preocupação com a morte do agente do Instituto de Rádio Elementos de Fleurs, voltada para a medicina nuclear, dois dias depois após os atentados em Bruxelas, que fez 31 mortos e cerca de 300 feridos.

A ligação com o terrorismo foi formalmente descartada, referiu a agência de notícias belga, citando o ministério público de Charleroi, no sul do país.

As razões da morte do agente - abatido, como o cão, com vários tiros na sua residência - ainda não são conhecidas, mas os investigadores pensam que terá sido um assalto que correu mal ou um crime por motivos privados.

O ministério público de Charleroi desmentiu que um cartão de acesso às instalações nucleares teria sido roubado do agente morto.

Segundo a imprensa belga, os autores dos ataques a Bruxelas planeavam atacar as centrais belgas de Thiange e Doel, esta última inserida num aglomerado populacional de cerca de nove milhões de habitantes.

Segundo o jornal belga "Dernière Heure" (DH), a decapitação de uma parte da célula de Forest e a detenção de Salah Abdeslam, em Moulenbeek, levaram os terroristas a abortar os planos de atacar as estações nucleares belgas, optando por atentados mais imediatos e menos complicados de organizar, numa altura em que se sentiam acossados pela polícia e a ficar sem margem e manobra.