EUA

Biden alivia empréstimos dos universitários em 10 mil euros

Biden alivia empréstimos dos universitários em 10 mil euros

O presidente norte-americano, Joe Biden, vai aliviar a dívida de empréstimos estudantis que assombram a vida de milhões de americanos há anos. O perdão de parte destas dívidas vai ajudar as famílias que lutam para pagar os empréstimos, cujo valor nacional ascende a quase 1.6 biliões de euros.

O presidente Joe Biden anunciou, esta quarta-feira, que grande parte dos cidadãos americanos que têm de pagar empréstimos universitários vão ter cerca de dez mil dólares (cerca de 10 mil euros) perdoados, numa tentativa de resolver o problema de décadas, no que toca à enorme dívida educacional do país.

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"Mantendo a minha promessa de campanha, a minha administração está a anunciar um plano para dar espaço de manobra às famílias trabalhadoras e de classe média", afirmou Biden, numa declaração emitida três meses antes das eleições parlamentares intercalares, onde a questão é vista como essencial para dar vantagem e garantir votos aos Democratas.

"Tudo isto significa que as pessoas podem finalmente começar a sair daquela montanha de dívidas", justificou Biden. "Quando isto acontece, toda a economia melhora".

A proposta de alívio da dívida fica muito aquém do objetivo de alguns democratas de garantir o perdão total. A oposição republicana argumentou ainda que aliviar o montante das dívidas é injusto para os que tiveram de pagar tudo.

Poupança pode agravar inflação

Houve também um debate sobre a possibilidade da inflação, já galopante no país, aumentar ainda mais, devido ao dinheiro que as pessoas vão poupar com a medida agora anunciada.

Jason Furman, antigo conselheiro económico da Casa Branca, no mandato de Barack Obama, escreveu na rede social Twitter que "derramar cerca de meio trilião de dólares de gasolina sobre o fogo inflacionário que já está a arder é imprudente".

Apesar das críticas, e dos riscos, a Casa Branca procurou abordar as preocupações económicas visando o alívio.

Os detalhes precisos do plano do presidente norte-americano, que incluirá um limite de rendimento, limitando o perdão apenas àqueles que ganham menos de 125.000 dólares (cerca de 125 mil euros) por ano, estavam a ser mantidos num círculo reservado da administração Biden e ainda não foram finalizados.

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