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Biden assina regresso ao Acordo de Paris e ordem para evitar saída da OMS

Biden assina regresso ao Acordo de Paris e ordem para evitar saída da OMS

O presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, assinou esta quarta-feira, poucas horas após assumir o cargo, um decreto sobre o regresso do país ao Acordo de Paris, depois de Trump ter abandonado o tratado climático em 2017. Biden também assinou uma ordem executiva para evitar a saída do país da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estava prevista para julho, após um processo iniciado por Donald Trump.

"Vamos lutar contra as mudanças climáticas como nunca fizemos antes", disse Biden, na Sala Oval.

Os Estados Unidos deixaram, em 4 de novembro, formalmente o Acordo de Paris, um pacto global firmado há cinco anos com o objetivo de travar a ameaça de uma mudança climática catastrófica.

A medida, há muito anunciada por Donald Trump e desencadeada pela sua Administração há um ano, isola ainda mais Washington do mundo, mas não tem impacto imediato nos esforços internacionais para conter o aquecimento global.

Existem 189 países que permanecem comprometidos com o Acordo de Paris de 2015, que visa manter o aumento das temperaturas médias mundiais "bem abaixo" dos dois graus celsius, idealmente menos de 1,5 graus celsius, em comparação com os níveis pré-industriais. Outros seis países assinaram, mas não ratificaram o pacto.

Os cientistas dizem que qualquer aumento acima de dois graus celsius pode ter um impacto devastador em grandes partes do mundo, elevando o nível do mar, provocando tempestades tropicais e agravando secas e inundações.

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O Acordo de Paris exige que os países definam as próprias metas voluntárias para reduzir os gases com efeito estufa, como o dióxido de carbono. O único requisito obrigatório é que as nações relatem com precisão os seus esforços.

Os EUA são o segundo maior emissor do mundo, depois da China, de gases que retêm calor, como o dióxido de carbono, e a sua contribuição para a redução de emissões é considerada importante.

Umas das primeiras ações foi deter o processo para deixar a OMS

Uma das primeiras ações de Biden como líder dos EUA foi deter o processo que o republicano iniciou de forma oficial, em julho de 2020, para deixar a OMS.

Donald Trump, na ocasião, também deixou de ajudar financeiramente o organismo.

Em maio de 2020, o então presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que terminou o relacionamento entre os EUA e a OMS, que acusou de ser inapta na gestão da pandemia de covid-19.

Donald Trump alegou que a OMS não soube responder de forma eficaz ao seu apelo para introduzir alterações no seu modelo de financiamento, depois de já ter ameaçado cortar o financiamento norte-americano a esta organização das Nações Unidas, acusando-a de ser demasiado benevolente com o Governo chinês.

"Porque falharam em fazer as reformas necessárias e requeridas, terminamos o nosso relacionamento com a Organização Mundial de Saúde e iremos redirecionar os fundos para outras necessidades urgentes e globais de saúde pública que possam surgir", disse Trump, em declarações aos jornalistas.

No início daquele mês, o presidente norte-americano tinha feito um ultimato à OMS, ameaçando cortar a ligação à organização se não fossem feitas reformas profundas na sua estrutura e no seu 'modus operandi'.

Nessa altura, Trump suspendeu temporariamente o financiamento à OMS, no valor que está estimado em cerca de 400 milhões de euros anuais, o que corresponde a 15% do orçamento da organização.

Trump acusou a OMS de ter feito uma gestão ineficaz de combate à pandemia de covid-19 e de ter sido conivente com o Governo chinês, alegando que Pequim reteve informação relevante sobre a propagação do novo coronavírus, que aumentou os riscos da crise sanitária global.

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