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Biden cede à pressão de Macron e promete revés em lei federal

Biden cede à pressão de Macron e promete revés em lei federal

Presidente norte-americano reconheceu "falhas" na Lei de Redução da Inflação. Líderes enfatizam compromisso com a Ucrânia e Biden admite encontrar-se com Putin.

O chefe da Casa Branca admitiu, esta quinta-feira, a existência de "falhas" nas medidas previstas pela Lei de Redução da Inflação, assinalando que há "ajustes" que podem ser feitos de modo a responder às preocupações dos aliados europeus. As declarações surgiram após Emmanuel Macron, líder francês, que se encontra em Washington numa visita de Estado, ter criticado as repercussões que a legislação poderá ter na União Europeia (UE), já que os incentivos previstos favorecem as empresas norte-americanas e, segundo o gaulês, representam medidas protecionistas "agressivas".

Embora considere que a lei é fundamental para combater a inflação e lutar contra as mudanças climáticas, Joe Biden entendeu que "há uma necessidade de conciliar as mudanças" e fazer "ajustes" que possam "facilitar a participação dos países europeus" numa lógica comercial transatlântica, garantindo que não foi a sua "intenção" excluir os atores que têm vindo a cooperar com os EUA, cita o jornal "The Washington Post".

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A lei, que entra em vigor a 1 de janeiro de 2023, prevê um investimento de quase 368,9 mil milhões de euros e vai facilitar a atribuição de créditos e subsídios a consumidores e empresas norte-americanas para investirem em apostas "verdes", tendo como objetivo impulsionar o setor dos veículos elétricos, aumentar o emprego industrial, a transição energética e a competição com a China. Contudo, para Macron, este pacote poderia "matar muitos empregos" na Europa.

Ao que tudo indica, a missão do chefe do Eliseu nos EUA foi bem sucedida, já que o líder conseguiu alcançar algumas concessões, que, para já, ainda não foram detalhadas, mas deverão beneficiar não só Paris, como toda a UE.

Reunidos na emblemática Sala Oval, os dois líderes discutiram ainda a guerra na Ucrânia. Posteriormente, em conferência de imprensa, ambos comprometeram-se a trabalhar em prol da paz e "a apoiar fortemente os ucranianos", com Biden a deixar uma mensagem ao líder russo: "O presidente Macron e eu decidimos que vamos continuar a trabalhar juntos para responsabilizar a Rússia pelas suas ações e mitigar os impactos globais da guerra de Putin", alertando que o chefe do Kremlin "não vai conseguir" destruir a Ucrânia.

Biden também admitiu estar preparado para se encontrar com o presidente russo se o homólogo indicar que está interessado em colocar um ponto final na guerra. No entanto, o presidente dos EUA informou que o chefe do Kremlin ainda não deu sinais neste sentido. " Estou preparado para falar com o Sr. Putin", afirmou durante a conferência de imprensa conjunta com Emmanuel Macron.

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