EUA

Biden contacta aliados europeus antes da conversa com Putin

Biden contacta aliados europeus antes da conversa com Putin

O Presidente norte-americano, Joe Biden, deverá consultar esta segunda-feira por telefone os seus aliados europeus sobre a concentração de tropas russas na Ucrânia, na véspera da conversa virtual com o seu homólogo da Rússia, Vladimir Putin.

Responsáveis de outros quatro países da NATO - Reino Unido, França, Alemanha e Itália - devem participar no diálogo com Biden, que pretende uniformizar as mensagens e potenciais sanções económicas contra a Rússia em resposta à situação na Ucrânia.

A Ucrânia deve ser o tema central da reunião entre Biden e Putin, mas também se aguarda que abordem questões relacionadas com a cibersegurança ou o programa nuclear iraniano, entre outros assuntos.

Responsáveis pelos serviços de informações dos Estados Unidos indicam que a Rússia concentrou 70 mil tropas perto da sua fronteira com a Ucrânia e que começou a planear uma possível invasão no início de 2022, indicou um membro da administração Biden citado pela agência noticiosa Associated Press (AP).

Um outro responsável assinalou que os Estados Unidos ainda não determinaram se Putin já tomou uma decisão final sobre a possível invasão. Mas no diálogo de terça-feira, Biden pretenderá deixar claro ao líder russo que caso a Rússia proceda a uma ação militar "o custo será muito elevado".

A resposta de Washington poderia consistir em pesadas sanções económicas, aumento do apoio material às Forças Armadas ucranianas e ainda o reforço da capacidade militar dos aliados da NATO na região, indicou o mesmo responsável à AP.

Biden também tem previsto um contacto com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelenski alguns dias após a sua conversa com Putin, acrescentou.

PUB

Na semana passada, o Kremlin referiu que Putin vai procurar firmes garantias de Biden de que a Ucrânia nunca seja incluída nos planos de expansão da NATO, mas Biden e os seus conselheiros já indicaram que esse compromisso não é garantido.

Neste caso, poderiam aumentar os riscos de uma invasão militar russa ao seu vizinho.

Responsáveis oficiais dos EUA e antigos diplomatas norte-americanos indicam que as forças militares ucranianas estão mais bem preparadas atualmente em relação ao passado recente, e que a ameaça de sanções ocidentais teria sérias consequências na economia da Rússia.

Esta segunda-feira, no decurso da sua conferência de imprensa diária, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou que as relações Rússia-Estados Unidos estão "numa fase particularmente negativa", apesar de estarem dispostos a escutar os argumentos de Biden.

"Penso que o Presidente Putin irá escutar essas propostas com muito interesse. E seremos capazes de analisar a forma como essas [propostas] serão capazes de desanuviar as tenções", disse Peskov em declarações posteriores à televisão estatal russa.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG