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Biden defende criação de Estado palestiniano ao lado de Israel

Biden defende criação de Estado palestiniano ao lado de Israel

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que o povo palestiniano merece ter o seu próprio Estado e prometeu continuar a trabalhar para reativar o processo de paz entre palestinianos e israelitas.

As declarações de Biden foram feitas numa conferência de imprensa no palácio presidencial de Belém, em conjunto com o líder da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Mahmoud Abbas.

"O povo palestiniano merece um Estado próprio, independente, soberano, viável e com continuidade territorial. Dois Estados para dois povos. Ambos com raízes profundas nesta terra", defendeu.

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"Tem de haver um horizonte político para o povo palestiniano", propôs o presidente dos EUA, reconhecendo não estarem atualmente reunidas as condições para relançar as negociações de paz israelo-palestinas.

Por seu lado, Mahmoud Abbas sublinhou que o caminho para a paz no Médio Oriente "começa com a Palestina e Jerusalém" e pediu mais esforços para acabar com a ocupação israelita e avançar para a criação de um Estado palestiniano.

"A paz começa com a Palestina e Jerusalém. Estendemos as nossas mãos para a paz e queremos trabalhar convosco para a alcançar", enfatizou Abbas.

O líder palestiniano exigiu, por outro lado, que Washington reabra o consulado dos Estados Unidos para Assuntos Palestinianos em Jerusalém oriental e pediu justiça pela morte da jornalista palestiniana-americana Shireen Abu Akleh, morta em maio enquanto cobria uma operação militar israelita na Cisjordânia ocupada.

O pedido foi secundado por Biden, que apelou a que seja lançada luz sobre esta morte, elogiando o "trabalho vital" da repórter do canal Al-Jazeera, do Catar.

Nos últimos meses, Biden tem sido alvo de crescentes críticas dentro da ANP por não ter reaberto o consulado dos EUA para Assuntos Palestinianos em Jerusalém, depois de ter sido fechado pelo seu antecessor, Donald Trump (2017-2021), e por não ter tomado medidas mais contundentes contra a expansão israelita em território ocupado, à qual Biden se opôs formalmente.

Após o seu encontro com Abbas, Biden encerrará a sua visita oficial a Israel e ao território palestiniano, que começou na quarta-feira, e voará para a Arábia Saudita para prosseguir a sua viagem pelo Médio Oriente.

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