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Biden promete resposta "rápida e dura" às anexações pela Rússia

Biden promete resposta "rápida e dura" às anexações pela Rússia

O presidente norte-americano, Joe Biden, avisou, esta sexta-feira, num comunicado, que os Estados Unidos "trabalharão com os aliados e parceiros para impor sanções económicas adicionais rápidas e severas à Rússia" se Moscovo anexar territórios na Ucrânia.

"Os referendos da Rússia são uma farsa, um falso pretexto para tentar anexar partes da Ucrânia pela força", denunciou, Biden, que já aprovou vários pacotes de sanções económicas e financeiras contra várias personalidades do regime de Vladimir Putin.

A votação nos referendos nas regiões de Lugansk, Kherson, Zaporijia e Donetsk, situadas no leste da Ucrânia, começou hoje e está prevista que se prolongue até terça-feira.

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Quinta-feira, os separatistas pró-russos das regiões de Lugansk e de Donetsk asseguraram terem tudo preparado para a realização dos "referendos de integração na Rússia".

Vários líderes políticos internacionais já afirmaram que os resultados dos referendos não serão tidos em conta, pois tudo não passa de uma "farsa" para desviar a atenção da opinião pública, tal como afirmou o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, numa altura em que o exército russo tem sofrido vários reveses no terreno.

A invasão da Ucrânia pela Rússia -- numa ofensiva lançada em 24 de fevereiro -- já causou, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), a fuga de quase 15 milhões de pessoas (um terço da população nacional).

Embora alguns já tenham regressado ao país, a ONU contabiliza 6,8 milhões de refugiados e mais de sete milhões de deslocados internos na Ucrânia.

Segundo as Nações Unidas, esta é já a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945).

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