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Biden e a retirada do Afeganistão: "Escolha foi entre sair ou piorar a situação"

Biden e a retirada do Afeganistão: "Escolha foi entre sair ou piorar a situação"

Após a retirada dos últimos soldados norte-americanos do Afeganistão, o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou, esta terça-feira, que o "sucesso da missão" se deveu aos militares e diplomatas do país.

"O sucesso desta missão foi graças aos militares e diplomatas dos EUA", disse o presidente, na noite desta terça-feira, numa conferência de imprensa. "Para retirar os americanos antes de 31 de agosto e os afegãos que lutaram ao nosso lado nos últimos 20 anos, autorizei que seis mil americanos estivessem no aeroporto. Foi assim que a missão foi bem sucedida", acrescentou.

"Desde março que estamos a retirar americanos do Afeganistão. Há 17 dias que identificámos cinco mil americanos que queriam ficar no Afeganistão e agora queriam voltar", revelou Biden.

O presidente dos EUA afirmou ainda que "a escolha foi entre sair ou piorar toda a situação". "Para aqueles que ainda lá ficaram continuamos comprometidos a retirá-los se assim quiserem, não há data limite. Mesmo para estrangeiros que queiram sair do Afeganistão. Temos mais 100 países comprometidos na missão contínua. Isto implica os talibãs reabrirem o aeroporto", rematou.

"Tínhamos este compromisso, a escolha foi entre sair ou piorar toda a situação e eu não iria estender esta guerra indefinidamente", assumiu.

"Os talibãs fizeram um compromisso público que todos os que queriam sair pudessem fazê-lo, vamos fazê-los cumprir isso. O prazo de 31 de agosto foi feito para proteger americanos (...) o meu antecessor assinou como data limite 31 de maio", referiu Biden.

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