Guerra na Ucrânia

Bielorrússia disponível para receber negociações de paz

Bielorrússia disponível para receber negociações de paz

A Bielorrússia está disponível para, "como vizinho direto", receber reuniões de negociação de paz entre a Rússia e a Ucrânia, tal como aconteceu no início da guerra, disse esta quinta-feira o ministro do Exterior do país, Vladimir Makei.

O governante referiu que Minsk está disposta a trabalhar em novas conversações entre Moscovo e Kiev na sua intervenção perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque.

"Minsk, como vizinho direto, está interessado em participar nas negociações entre Rússia e Ucrânia sobre um acordo de paz estratégico e está preparado para criar todas as condições necessárias para a sua continuação, incluindo em solo bielorrusso", afirmou.

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O ministro garantiu que a Bielorrússia não enviou "um único soldado" nem qualquer tipo de armamento para o território ucraniano para participar na guerra, segundo a agência de notícias russa TASS.

Desta forma, descartou de forma contundente as acusações do Ocidente sobre a sua alegada participação no conflito e apontou para os relatórios da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), que o confirmam.

"Peritos independentes da OSCE confirmam que a Bielorrússia não faz parte de um conflito armado internacional, de acordo com as normas e princípios do Direito Internacional. Todas as acusações contra a Bielorrússia por parte do Ocidente são infundadas", frisou o governante.

Ainda assim, o representante diplomático confirmou que, embora Minsk não participe na guerra, tem obrigações para com os seus aliados.

"Não somos traidores. Temos obrigações assumidas com aliados", assumiu.

A invasão russa - justificada por Putin com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas. A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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