Tony Blair

Blair decidiu entrar no Iraque um ano antes da invasão

Blair decidiu entrar no Iraque um ano antes da invasão

Um inquérito britânico sobre a participação britânica na invasão do Iraque ouviu hoje, sexta-feira, que Tony Blair, o ex-primeiro-ministro, tomou a decisão de participar na acção militar após um encontro com Bush, em 2002. Um ano antes da invasão.

O testemunho do antigo embaixador britânico nos Estados Unidos, Christopher Meyer, descreveu como foi no dia após uma visita de Blair à propriedade dos Bush que o antigo chefe de Executivo britânico mencionou pela primeira vez uma mudança no regime político iraquiano.

A falar no terceiro dia de inquérito, o antigo diplomata sugeriu que os dois políticos possam ter feito um pacto durante a visita na Primavera de 2002. “Eles não se encontraram para discutir medidas de contenção ou novas sanções”, afirmou, condenando a decisão de Blair.

Meyer afirmou que Margaret Thatcher teria lidado melhor com a situação e descreveu a estratégia no Iraque como “pouco coerente” e “um fracasso” no que respeita ao planeamento pós-guerra. O antigo embaixador acrescentou ainda que a proximidade entre Blair e Bush não trouxe quaisquer benefícios ao Reino Unido.

O inquérito sobre a participação britânica na guerra do Iraque teve início na terça-feira, culminando com uma longa batalha por mais informação sobre a legitimidade da invasão.

Hoje, o inquérito ouviu também que, no dia do 11 de Setembro, os Estados Unidos estavam já a considerar invadir o Iraque. Num telefonema, Condoleezza Rice (então Secretária de Estado) afirmou que responsáveis em Washingtone estavam já a tentar averiguar um envolvimento de Sadam.

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