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Blindados estacionados em Sebastopol após tensão com manifestantes na Ucrânia

Blindados estacionados em Sebastopol após tensão com manifestantes na Ucrânia

Dois blindados foram estacionados, esta terça-feira, em Sebastopol, cidade pró-russa do sul da Ucrânia, onde cerca de 500 manifestantes reclamam a nomeação de um cidadão russo para dirigir o município local, informou a France Presse.

Um veículo blindado estava visível junto à zona militar da frota russa do mar do Norte e um outro nas proximidades do edifício (Casa de Moscovo) que acolhe a representação comercial russa, no centro da cidade.

Um porta-voz da frota russa no mar do Norte, questionado pelo jornalista da France Presse, recusou comentar as informações da imprensa local que dão conta de que a presença militar destina-se a prevenir eventuais "ataques terroristas".

Cerca de 500 manifestantes pró-russos concentraram-se num local próximo da Casa de Moscovo para exigir a nomeação de Alexei Tchaly, um cidadão russo, para o cargo de presidente do município.

"Somos manifestantes pacíficos, por enquanto", declarou um dos manifestantes.

No domingo, perto de 10 mil pessoas responderam a um apelo do movimento pró-russo para um protesto contra "os fascistas que chegaram ao poder em Kiev no último fim de semana".

O Presidente Viktor Ianukovitch foi destituído no sábado pelo parlamento ucraniano após três meses de contestação contra o seu regime pró-russo, tendo os atos de violência causado, segundo os números oficiais, 82 mortos em Kiev na semana passada.

Sebastopol está situada na costa ocidental da Crimeia, sendo uma importante zona estratégica e evidencia fortes tendências pró-russas.

Também Simféropol, capital da República Autônoma da Crimeia, na Ucrânia, foi palco hoje de uma manifestação que juntou aproximadamente 500 pessoas, que, diante do parlamento local, exigiram mais autonomia.

"Lutamos por mais autonomia. Os neonazis não passarão na Crimeia", declarou o presidente do parlamento local, Volodimir Konstantinov, advertindo que os habitantes da Crimeia estão indignados por serem ignorados pelo novo poder em Kiev.