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Boas relações com governo de Maduro e oposição é uma forma de "proteger" portugueses

Boas relações com governo de Maduro e oposição é uma forma de "proteger" portugueses

Portugal vai continuar a manter boas relações com o Governo do presidente Nicolás Maduro e com a oposição venezuelana, disse esta terça-feira a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, vincando que é uma forma de "proteger" a comunidade lusa local.

"O Governo português tem uma política oficial em termos das relações, aqui na Venezuela. O objetivo é manter boas relações com o Governo [do Presidente Nicolás Maduro] e manter boas relações com a oposição de forma a proteger a nossa comunidade", disse Berta Nunes.

A governante falava à agência Lusa e ao "Jornal da Madeira", no Estado venezuelano de Carabobo (170 quilómetros a oeste de Caracas) no âmbito de uma visita ao consulado geral de Portugal em Valência.

"Nós tivemos ontem um encontro com alguns deputados e amanhã iremos ter também um encontro com o Iván Gil que é ministro [de Relações Exteriores para a Europa] deste Governo [de Nicolás Maduro]", frisou.

Por outro lado, considerou "que será bom para o país se as partes se entenderem, conseguirem negociar e encontrar uma solução" para levar o país para a frente, porque "é um país com muitas potencialidades".

"É realmente um país que tem muita riqueza e esperamos que tenha um futuro muito brilhante", salientou.

A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas iniciou, no sábado à noite, uma visita de cinco dias à Venezuela, para contacto com as autoridades locais e portugueses nas localidades de Caracas, Los Teques (Carrizal), Maracay e Valência.

A crise venezuelana agravou-se desde janeiro de 2019, depois de o presidente do parlamento, o opositor Juan Guaidó, jurar publicamente que assumiria as funções de Presidente interino da Venezuela, até afastar o atual chefe de Estado, Nicolás Maduro, do poder, convocar um governo de transição e eleições livres no país.

Segundo vários organismos internacionais, mais de 4,5 milhões de pessoas abandonaram a Venezuela, fugindo da crise política, económica e social.

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