EUA

Boeing multada em mais de 2 mil milhões de euros pelas quedas do 737-Max

Boeing multada em mais de 2 mil milhões de euros pelas quedas do 737-Max

A Boeing foi multada em 2,5 mil milhões de dólares (mais de 2 mil milhões de euros) pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos depois de ser acusada de fraude e conspiração em relação com os casos das duas quedas fatais com o avião 737 Max.

"Os trágicos acidentes do Lion Air Flight 610 e da Ethiopian Airlines Flight 302 expuseram a conduta fraudulenta e enganosa dos funcionários de um dos maiores fabricantes de aviões comerciais do mundo", escreveu agora o procurador-geral assistente David Burns, da divisão criminal do Departamento de Justiça, em comunicado citado pelo jornal "The Guardian". "Os funcionários da Boeing escolheram o caminho do lucro em vez da seriedade, ocultando informações da Administração Federal de Aviação sobre a operação do seu avião 737 Max e empenhando-se em encobrir seu engano", pode ler-se na missiva.

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O modelo em causa foi inutilizado no mundo todo na sequência dos acidentes - um na Indonésia e outro na Etiópia - que provocaram, em 2018 e 2019, a morte a 346 pessoas. Uma investigação do Congresso norte-americano detetou uma série de erros no projeto do avião, a par de uma relação excessivamente próxima entre a Boeing e o regulador federal, que terá comprometido o processo de obtenção da certificação de segurança. Concluiu, assim, que os desastres aéreos se deveram tanto à indisponibilidade do fabricante em fornecer detalhes técnicos como às falhas cometidas pela Administração Federal de Aviação. Num relatório de 250 páginas, datado de setembro de 2020, os congressistas acusaram a Boeing de manter uma "cultura de ocultação" de informação e o regulador de "falhar na supervisão da empresa e na certificação da aeronave".

Em novembro deste ano, a administração federal de aviação dos Estados Unidos autorizou que o Boeing 737 MAX voltasse a voar, esclarecendo que terão de ser feitas várias modificações nos aviões antes de estes poderem voltar a circular. As companhias aéreas terão de realizar trabalhos de manutenção nos aparelhos que tenham estado imobilizados nas pistas dos aeroportos durante mais de 20 meses. Já as aeronaves armazenadas na Boeing terão de ser examinadas por um inspetor do regulador de tráfego aéreo do país antes de serem enviadas aos clientes.

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