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Bolsonaro ataca jornalista após perguntas sobre o filho: "Tem cara de homossexual terrível"

Bolsonaro ataca jornalista após perguntas sobre o filho: "Tem cara de homossexual terrível"

O presidente do Brasil não gostou das perguntas dos jornalistas, esta sexta-feira, sobre as buscas e apreensões no escritório do filho, Flávio Bolsonaro. O chefe de Estado brasileiro insultou vários repórteres em frente ao Palácio da Alvorada e contou com os aplausos de alguns apoiantes.

Um alegado esquema de lavagem de dinheiro do filho do presidente brasileiro está na origem das buscas feitas esta quarta-feira ao escritório de Flávio Bolsonaro. O Ministério Público do Rio do Janeiro acredita que o senador obteve ilegalmente 2,3 milhões de reais (meio milhão de euros) através de um amigo pessoal de Jair Bolsonaro, Fabrício Queiroz.

O dinheiro transferido, através de transações de uma imobiliária e de uma loja de chocolate, terá sido um empréstimo, segundo Flávio e Jair Bolsonaro. Fabrício Queiroz depositou 24 mil reais (cinco mil euros) na conta da esposa do presidente do Brasil, Michelle Bolsonaro. Jair Bolsonaro diz que o valor é parte de um empréstimo de 40 mil reais (8 mil euros).

O acontecimento mereceu o destaque dos média brasileiros, que esta sexta-feira, não deixaram escapar Jair Bolsonaro. Em frente ao Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente, vários repórteres questionaram-no sobre o assunto. A resposta foi impulsiva e agressiva.

Quando perguntaram a Jair Bolsonaro se tinha comprovativo do empréstimo, o presidente devolveu a pergunta: "Você tem a nota fiscal desse relógio no teu braço? Não tem. Você tem nota fiscal do teu sapato?".

O chefe de Estado do Brasil esclareceu que conhece Fabrício Queiroz desde 1985, mas desresponsabilizou-se da investigação em curso. "Se ele fez besteira, responda pelos atos dele", disse.

Conhecido por ter proferido declarações homofóbicas no passado, Bolsonaro parece tem voltado à carga. "Você tem uma cara de homossexual terrível, nem por isso eu te acuso de ser homossexual. Se bem que não é crime ser homossexual", disse a outro repórter que o questionou sobre a investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Em 2011, ainda como deputado federal, Bolsonaro afirmou que "seria incapaz de amar um filho homossexual".

Fabrício Queiroz é um polícia militar reformado que foi assessor de Flávio Bolsonaro. O filho do presidente negou as acusações e criticou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

Já o pai, Jair Bolsonaro, dirigiu o ataque ao juiz Flávio Itabiana que terá uma filha a trabalhar na Secretaria Estadual da Casal Civil, no gabinete do governador Wilson Witzel.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro é praticamente impossível praticar tão elevados valores numa loja de chocolate.

Jair Bolsonaro justificou: "Quem leva mais cliente - e leva um montão de gente importante pra lá - ganha mais. É a mesma coisa de chegar para o Neymar: 'Por que ele está ganhando mais do que os outros jogadores?' Porque ele é mais importante. Não é comunismo".

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