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Bolsonaro envia Forças Armadas para o Ceará após motins de polícias

Bolsonaro envia Forças Armadas para o Ceará após motins de polícias

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, assinou um decreto a autorizar o envio de tropas das Forças Armadas para o estado do Ceará, para reforçar a segurança na região, após motins de polícias que defendem aumentos salariais.

De acordo com o decreto de Garantia da Lei e da Ordem, assinado por Bolsonaro e pelos ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, os militares permanecerão no terreno até dia 28.

O envio das Forças Armadas atendeu a um pedido de reforço feito pelo governador do Ceará, Camilo Santana.

O Ceará enfrenta uma crise na segurança pública, após motins de polícias militares do estado, que levaram ao encerramento de quatro batalhões da Polícia Militar.

Na quarta-feira, um grupo de encapuzados invadiu esquadras e esvaziou pneus de carros da polícia para impedir que os agentes de segurança atuassem nas ruas.

Além da mobilização das Forças Armadas, o Ministério da Justiça e Segurança Pública brasileiro enviou cerca de 300 agentes da Força Nacional para o Ceará, também a pedido de Camilo Santana. A previsão é que estas tropas federais fiquem no Ceará nos próximos 30 dias.

Nos protestos de quarta-feira, o senador Cid Gomes, irmão do ex-candidato presidencial Ciro Gomes, foi baleado quando tentava furar o bloqueio feito pelos manifestantes, na cidade de Sobral.

Vídeos partilhados nas redes sociais mostram o momento em que Cid Gomes tenta furar o bloqueio com uma máquina retroescavadora e, logo depois, surgem disparos na direção do senador, que partem os vidros do veículo.

De acordo com a Secretaria de Segurança do Ceará, citada pela imprensa local, mais de 300 agentes militares daquele estado são alvo de um Inquérito Policial Militar e de processos disciplinares por envolvimento nos motins.

Camilo Santana declarou, num vídeo divulgado no portal do governo do Ceará na quarta-feira, que as ações de paralisação policial têm a intenção de "prejudicar a segurança das famílias cearenses e espalhar pânico entre a população".

Antes da paralisação, o governo regional negociava um aumento com polícias e outras carreiras de segurança pública, mas o acordo não foi aceite pelos agentes.

Na última segunda-feira, o Tribunal de Justiça do Ceará determinou a ilegalidade de atos grevistas dos polícias.

A decisão seguiu uma determinação do Supremo Tribunal Federal, instância máxima da justiça do Brasil, que em 2017 considerou inconstitucional o direito de greve de funcionários públicos de órgãos de segurança e proibiu qualquer forma de paralisação nestas carreiras.

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