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Borges Nhamirre: "Se houvesse justiça nestas eleições, diria que a UNITA podia ganhar"

Borges Nhamirre: "Se houvesse justiça nestas eleições, diria que a UNITA podia ganhar"

Borges Nhamirre, autor do relatório do Instituto de Estudos de Segurança da África do Sul sobre as eleições em Angola, descreve um resultado pessimista e violento com a vitória de qualquer um dos principais oponentes - o Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA), no poder até hoje, e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), líder da oposição.

Assistimos a eleições livres e justas?

O controlo dos média é importante para fazer aquilo que podemos chamar de campo político muito inclinado a favor do MPLA. Se os jornais e os principais canais de televisão simplesmente falam do MPLA e não dão espaço aos outros partidos concorrentes, isso já forma a opinião pública a favor do MPLA. Mas não é suficiente. O maior controlo que o MPLA tem sobre o Estado é, por exemplo, no Tribunal Constitucional - que tem o papel de exercer as funções do Tribunal Eleitoral. A juíza que dirige o Tribunal Constitucional é membro do MPLA. Num julgamento mais honesto possível, alguém pode acreditar que uma pessoa que há poucos anos era do poder político do MPLA é capaz de tomar uma decisão equidistante que possa prejudicar o MPLA num eventual recurso? Obviamente que não.

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