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Boris ameaçou e Biden pediu alternativa à Nova Rota da Seda

Boris ameaçou e Biden pediu alternativa à Nova Rota da Seda

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, voltou a repetir a ameaça de suspender, unilateralmente, o protocolo da Irlanda do Norte, depois de os líderes europeus terem alertado, em reuniões à margem da cimeira do G7, que "ambos os lados" devem implementar o acordo do Brexit. Enquanto os líderes europeus trocavam acusações tensas, Joe Biden, presidente norte-americano, traçava um plano de infraestruturas para conter os avanços da China.

Ao início da manhã deste sábado, os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e da União Europeia (UE) pareciam estar animados. Até a rainha Isabel II, que se juntou para a foto de família, ousou brincar e perguntar se "deveriam estar com ar de quem se está a divertir".

Talvez estivesse a adivinhar o que estava para vir. Logo após a receção com a rainha, na Cornualha, Inglaterra, o presidente francês, Emmanuel Macron, avisou Johnson de que o seu Governo deve honrar a sua palavra sobre o Brexit. Caso contrário, arriscar-se-ia a comprometer a relação do país com a França.

Por sua vez, o líder britânico, que queria ter mantido o tema fora da cimeira, alegou que a UE estava a construir "todo o tipo de impedimentos" em vez de aplicar o protocolo "com sensatez". "Acho que podemos resolver a questão, mas cabe aos nossos amigos e parceiros da UE entender que faremos (Reino Unido) o que for preciso".

Acalmados os ânimos, e num tom já mais marcadamente diplomático, os líderes do G7 voltaram-se para a defesa do multilateralismo dando especial atenção à China e à Rússia.

Biden convenceu os sete grandes a lançar uma iniciativa de infraestruturas de centenas de milhões de dólares em "países de baixa e média renda", de forma a competir com a iniciativa chinesa das "Novas Rotas da Seda", que consiste em grandes obras destinadas a fortalecer a sua influência internacional.

O projeto das grandes potências, denominado "Reconstruir o mundo melhor", deverá ajudar países da América Latina, Caraíbas, África e Indo-Pacífico a recuperar da pandemia, com foco no clima, na saúde, na tecnologia digital e no combate às desigualdades, anunciou a Casa Branca.

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