Pandemia

Boris Johnson garante que tentou "minimizar a perda de vidas" após crítica de ex-assessor

Boris Johnson garante que tentou "minimizar a perda de vidas" após crítica de ex-assessor

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou esta quarta-feira que tentou "minimizar a perda de vidas" no início da pandemia de covid-19, depois de o ex-conselheiro Dominic Cummings o acusar de "fracassar" na gestão da crise.

Na sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro na Câmara dos Comuns, Johnson respondeu às revelações devastadoras de Cummings, que acusou esta quarta-feira deputados, ministros, conselheiros e funcionários de falharem "desastrosamente em cumprir os padrões que os cidadãos têm direito esperar" deles.

"Gerir a pandemia foi uma das coisas mais difíceis que este país teve de fazer" e "nenhuma decisão foi fácil", respondeu o primeiro-ministro quando questionado pelo líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, sobre as críticas do ex-assessor.

"Ficar em confinamento foi traumático para este país, lidar com uma pandemia desta dimensão tem sido tremendamente difícil e, em todos os momentos, tentámos minimizar a perda de vidas", acrescentou Johnson.

Instado pelo líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP) no parlamento, Ian Blackford, a pedir desculpa e assumir os erros cometidos pelo Governo, Boris Johnson acedeu.

"Assumo total responsabilidade por tudo o que aconteceu. Lamento sinceramente o sofrimento que o povo deste país experimentou. Mas o Governo sempre agiu com o intuito de salvar vidas, proteger o NHS [serviço público de saúde] e de acordo com os melhores pareceres científicos", vincou.

Johnson negou ter minimizado a dimensão da crise sanitária no início ou ter sido "complacente", e desmentiu que o anterior chefe dos serviços civis Mark Sedwill lhe tivesse manifestado falta de confiança no ministro da Saúde, Matt Hancock.

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No seu testemunho, Cummings disse que Hancock deveria "ter sido demitido por pelo menos 15-20 coisas", incluindo "mentir".

O ex-assessor comparece desde as 8.30 horas perante as comissões parlamentares no Parlamento britânico que analisam a gestão da crise sanitária.

O Reino Unido é o país da Europa mais afetado pela pandemia de SARS-CoV-2, contabilizando até ao momento quase 128 mil mortos.

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