COP26

Boris Johnson "prudentemente otimista" quanto a sucesso da cimeira do clima

Boris Johnson "prudentemente otimista" quanto a sucesso da cimeira do clima

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou-se esta terça-feira "prudentemente otimista" quanto às hipóteses de sucesso da conferência mundial sobre o clima que decorre em Glasgow, afirmando haver ainda "um longo caminho a percorrer" para conter o aquecimento global.

"Estou prudentemente otimista", afirmou o anfitrião da cimeira da ONU sobre o clima (COP26), em conferência de imprensa.

Apesar do anúncio de hoje de pactos mundiais para conter a desflorestação e as emissões de metano, um gás muito mais perigoso para o aquecimento global do que o dióxido de carbono, Boris Johnson salientou que há ainda um longo caminho a percorrer para que a conferência seja um sucesso.

E ainda que saudando esses progressos alertou para o "entusiasmo exagerado" e para a necessidade de proteção contra "falsas esperanças" sobre os resultados da cimeira, destinada a limitar o aquecimento global a 1,5 graus celsius acima dos níveis da época pré-industrial.

O primeiro-ministro afirmou depois que "os olhos do mundo" estão agora virados para os negociadores que participam na conferência até dia 12, depois de dois dias de declarações de chefes de Estado e de governo.

A conferência de imprensa marcou o final de dois dias de comunicações de líderes mundiais e antes de regressar a Londres o primeiro-ministro garantiu que seguirá de perto as negociações até dia 12, para garantir que "não há reviravoltas inesperadas".

Questionado sobre a falta de novos compromissos da China na cimeira, e sobre o objetivo da Índia de atingir a neutralidade carbónica em 2070, duas décadas após o objetivo da ONU, o líder britânico disse que ambos os países tinham tomado medidas na direção certa.

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A Índia comprometeu-se a obter metade da sua energia de fontes renováveis até 2030, e a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em mil milhões de toneladas durante a década, um compromisso de "enorme" importância segundo Boris Johnson.

Sobre a China, o primeiro-ministro britânico disse que embora o seu presidente, Xi Jinping, não tenha assistido à cimeira devido à pandemia de coronavírus, a sua ausência deveria ser "respeitada".

"Isto não quer dizer que os chineses não estejam a participar ativamente. Comprometeram-se com as zero emissões até meados deste século, em 2060 ou antes", assim como "atingir o pico das emissões de carbono em 2030 ou antes", disse.

Questionado também sobre se acredita que o Governo do Brasil tomará medidas para proteger as florestas amazónicas, o chefe do governo britânico considerou que o mais importante a este respeito é que as grandes empresas de todo o mundo se comprometeram a não investir em matérias-primas que fomentem a desflorestação.

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