Entrevista

Boris Johnson recusa comentar entrevista de Meghan Markle. Casa Branca fala em "coragem"

Boris Johnson recusa comentar entrevista de Meghan Markle. Casa Branca fala em "coragem"

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, expressou esta segunda-feira a "maior admiração" pela rainha Isabel II, mas recusou comentar as confidências do príncipe Harry e da mulher Meghan na televisão americana, bastante críticas para a família real.

"Sempre tive a maior admiração pela Rainha e pelo papel unificador que ela desempenha no nosso país e em toda a Commonwealth", disse Johnson, numa conferência de imprensa.

Porém, questionado sobre se a família real deveria investigar as alegações de racismo, afirmou: "Passei muito tempo sem comentar questões da família real e eu não tenho intenção de começar hoje".

Também o líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, evitou dizer se o Palácio de Buckingham deveria investigar o que foi dito na entrevista, mas disse que "precisam de ser levadas muito, muito a sério".

"São alegações em relação a raça e saúde mental - isso é maior do que a família real", afirmou aos jornalistas, durante visita a uma escola no leste de Londres.

A mulher do príncipe Harry, Meghan Markle, revelou numa entrevista televisiva que um membro da família real terá manifestado preocupação antes do nascimento do filho Archie sobre "quão escura" a pele da criança poderia ser.

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A apresentadora de televisão norte-americana Oprah Winfrey clarificou hoje que a pessoa em causa não foi nem a Rainha Isabel II nem o marido, príncipe Filipe, mas Harry recusou identificar quem fez o comentário.

Numa entrevista de duas horas transmitida na noite de domingo na estação norte-americana CBS, Meghan Markle, disse também que teve pensamentos suicidas, mas que lhe foi negada ajuda profissional para não afetar a reputação da família real.

Na mesma entrevista, Harry acusou a imprensa tabloide de ser "racista" e disse que o pai, o príncipe Carlos, deixou de atender o telefone quando o casal manifestou a intenção de afastar-se da família real, o que aconteceu na primavera de 2020, e ficou conhecido por 'Megxit'".

A Casa Branca saudou esta segunda-feira a "coragem" do príncipe Harry e da sua mulher, Meghan Markle.

"Falar sobre as suas próprias lutas em questões de saúde mental e contar a sua história, seja que pessoa for, requer coragem", afirmou Jen Psaki, porta-voz da Administração norte-americana.

No entanto, sublinhou, ambos são agora "pessoas comuns" e a Casa Branca não vai fazer "mais comentários em nome do Presidente", Joe Biden.

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