Resumo do 52.º dia

Boris não pode ir à Rússia e Mariupol pode pôr fim às negociações de paz

Boris não pode ir à Rússia e Mariupol pode pôr fim às negociações de paz

O apoio do Reino Unido à Ucrânia levou o Kremlin a retaliar e a impedir Boris Johnson e outros membros do Governo britânico de entrar na Rússia. Moscovo perdeu mais um general em combate. O cerco aperta-se em Mariupol e Zelensky alerta sobre o fim das negociações de paz. Mais de 1900 civis morreram desde o início da invasão. Eis os pontos-chave do 52.º dia de guerra.

- A eliminação das últimas tropas ucranianas presas no porto sitiado de Mariupol poria fim às conversações com Moscovo, alertou, este sábado, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. "Isso será um impasse, uma vez que não negociamos nem os nossos territórios nem o nosso povo", disse numa entrevista.

- A Rússia perdeu mais um general em combate. O major-general Vladimir Frolov, comandante do Oitavo Exército Combinado russo, morreu em combate na Ucrânia, mas não são conhecidos pormenores sobre as circunstâncias da morte. Segundo a agência oficial russa Ria Novosti, foi este sábado sepultado em São Petersburgo.

- O Kremlin proibiu Boris Johnson e outros dez membros do Governo britânico de entrar na Rússia. Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, a medida "foi tomada em resposta à campanha política e mediática desenfreada destinada a isolar a Rússia internacionalmente e criar as condições para (...) estrangular a economia nacional". A "sanção" expectável da Rússia não assusta o Reino Unido, que garante continuar "firme" no apoio à Ucrânia.

- As forças especiais britânicas treinaram tropas locais em Kiev, na Ucrânia, pela primeira vez desde o início da ofensiva militar, revelaram comandantes ucranianos ao jornal britânico "The Times". Esta é a primeira vez que se verifica a presença ativa de soldados britânicos em solo ucraniano, até agora os treinos eram assegurados por ex-militares ou voluntários no país.

- A chefe do executivo da Escócia, Nicola Sturgeon, criticou o presidente russo, Vladimir Putin, considerando-o "criminoso de guerra".

- Pelo menos três mil soldados ucranianos morreram desde o início da invasão e cerca de dez mil ficaram feridos. Os dados foram avançados pelo presidente ucraniano numa entrevista concedida à CNN Internacional, na qual alertou ainda para a ameaça de um potencial ataque nuclear russo.

PUB

- Durante a madrugada, a região de Kiev, Lviv e Lugansk foram bombardeadas. Em Kiev, segundo o Ministério da Defesa russo, os ataques destruíram 16 alvos militares, incluindo uma fábrica de mísseis e armazéns de armas.

- Pelo menos 1982 civis morreram na Ucrânia desde o início da guerra, entre eles estavam 256 crianças. Segundo dados da ONU, 2650 civis ficaram feridos.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG