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Brasil antecipa meta de emissão zero para 2050

Brasil antecipa meta de emissão zero para 2050

Jair Bolsonaro antecipou de 2060 para 2050 o prazo para acabar com as emissões de gases de efeito estufa e prometeu eliminar a desflorestação ilegal até 2030, durante o seu discurso na cimeira do clima.

O presidente brasileiro antecipou de 2060 para 2050 o prazo para acabar com as emissões de gases de efeito estufa e prometeu eliminar a desflorestação ilegal até 2030, durante o seu discurso na cimeira do clima.

"Coincidimos com o seu apelo [do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden] ao estabelecimento de compromissos ambiciosos. Neste sentido, determinei que a nossa neutralidade climática seja alcançada em 2050, antecipando em 10 anos a sinalização anterior", disse Bolsonaro, num discurso transmitido na abertura da cimeira dedicada ao clima, convocada pelo chefe de Estado norte-americano e que reúne 40 líderes globais.

Atingir a neutralidade climática significa não emitir mais gases na atmosfera do que aqueles que um país é capaz de absorver nos seus biomas.

Bolsonaro não fez referência aos atuais recordes de destruição registados na Amazónia, maior floresta tropical do planeta, mas destacou o "compromisso de eliminar o desflorestamento ilegal até 2030 com a plena e pronta aplicação" do código florestal do país. "Com isto eliminaremos em quase 50% as nossas emissões até esta data", assegurou, reiterando as metas já assumidas pelo país de cortar emissões em 37% até 2025 e em 43% até 2030.

Antes de apresentar as intenções do Governo brasileiro, Bolsonaro fez um histórico das políticas para o meio ambiente adotadas em gestões anteriores e frisou que a causa maior do aquecimento global foi a queima de combustíveis fósseis ao longo dos últimos 200 anos.

Bolsonaro destacou que o Brasil participou com menos de 1% das emissões históricas de gases de efeito estufa. "No presente, respondemos [no Brasil] por menos de 3% das emissões globais. Contamos com uma das matrizes energéticas mais limpas com renovados investimentos em energia solar, eólica e biomassa", argumentou o Presidente brasileiro.

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Para cumprir as metas anunciadas, Bolsonaro reconheceu que a tarefa será complexa e frisou que medidas de comando e controlo são necessárias.

O Presidente brasileiro disse, sem apresentar dados concretos, que apesar das limitações orçamentais do Governo brasileiro, determinou "o fortalecimento dos órgãos ambientais, duplicando os recursos destinados às ações de fiscalização."

O líder brasileiro também pediu a justa remuneração por serviços ambientais prestados pelos biomas brasileiros ao planeta.

"Diante da magnitude dos obstáculos, inclusive financeiros, é fundamental poder contar com a contribuição de países, empresas, entidades e pessoas dispostos a atuar de maneira imediata, real e construtiva na solução desses problemas", afirmou.

"É preciso haver justa remuneração pelos serviços ambientais prestados por nossos biomas ao planeta como forma de reconhecer o caráter económico das atividades de conservação", completou.

Pressionado pelo aumento da desflorestação de seus principais biomas, o Brasil, que já foi um líder global no debate sobre conservação do meio ambiente, tem sido alvo de críticas constantes devido à falta de empenho na causa ambiental.

A cimeira de líderes sobre o clima, que tem a Casa Branca como anfitriã, ocorre entre hoje e sexta-feira e foi convocada para sinalizar uma mudança na política do Governo dos Estados Unidos no debate sobre meio ambiente.

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