Conflito

Brasil apela à suspensão imediata das hostilidades da Rússia

Brasil apela à suspensão imediata das hostilidades da Rússia

O Governo brasileiro apelou esta quinta-feira, em comunicado, à suspensão imediata das hostilidades na Ucrânia, frisando que "acompanha com grave preocupação a deflagração de operações militares pela Federação da Rússia contra alvos no território da Ucrânia".

A nota do Ministério das Relações Exteriores brasileiro refere que o país "apela à suspensão imediata das hostilidades e ao início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão, com base nos Acordos de Minsk e que leve em conta os legítimos interesses de segurança de todas as partes envolvidas e a proteção da população civil".

O Brasil, que atualmente ocupa um lugar não permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), também informou que está envolvido nas discussões multilaterais com vistas a uma solução pacífica.

Este posicionamento, segundo o comunicado, está "em linha com a tradição diplomática brasileira e na defesa de soluções orientadas pela Carta das Nações Unidas e pelo direito internacional, sobretudo os princípios da não intervenção, da soberania e integridade territorial dos Estados e da solução pacífica das controvérsias".

A Rússia lançou esta madrugada uma ofensiva militar em território da Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que as autoridades ucranianas dizem ter provocado dezenas de mortos nas primeiras horas.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que o ataque responde a um "pedido de ajuda das autoridades das repúblicas de Donetsk e Lugansk", no leste da Ucrânia, cuja independência reconheceu na segunda-feira, e visa a "desmilitarização e desnazificação" do país vizinho.

O ataque foi de imediato condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), União Europeia (UE) e Conselho de Segurança da ONU.

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