Covid-19

Brasil autoriza duplicação do número de voluntários para vacina da Pfizer

Brasil autoriza duplicação do número de voluntários para vacina da Pfizer

O Brasil autorizou esta sexta-feira que outros mil voluntários participem na fase três dos testes da vacina para a ​​​​​​​covid-19 da farmacêutica Pfizer e da empresa alemã BioNTech, totalizando 2000 pessoas que passarão pelos estudos clínicos.

A autorização foi dada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) brasileira, que manteve o perfil dos voluntários, mas ampliou a faixa etária, sendo que a idade mínima passou de 18 para 16 anos.

Já os centros de testagem serão mantidos nos estados da Bahia (nordeste) e em São Paulo (sudeste).

Os testes do imunizante em causa exigem duas doses, com um intervalo de três semanas.

Também esta semana, a Anvisa autorizou a duplicação, para 10 mil, do número de voluntários na terceira fase de testes clínicos da vacina desenvolvida pelo laboratório anglo-sueco AstraZeneca e pela universidade britânica de Oxford.

Nesse caso, o organismo regulador permitiu "a ampliação da faixa etária do teste da vacina para participantes maiores de 69 anos e a inclusão de dois novos estados nos testes de Oxford: Rio Grande do Norte (nordeste) e Rio Grande do Sul (sul)", na fronteira do Brasil com a Argentina e o Uruguai.

Estes testes serão realizados no Centro de Pesquisa Clínica de Natal, capital do Rio Grande do Norte, e nas universidades federais de Santa Maria, na cidade homónima, e do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de mortos (mais de 4,4 milhões de casos e 134.935 óbitos), depois dos Estados Unidos.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 946.727 mortos e mais de 30,2 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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