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Brasil dividido decide entre Lula e Bolsonaro numa eleição de ódio

Brasil dividido decide entre Lula e Bolsonaro numa eleição de ódio

Vitória será determinada não pelos eleitores que gostem de um ou outro candidato, mas sim pelos que têm rancor por um dos opositores. Sondagens dão vantagem ao líder do PT, que pode ser eleito na primeira volta.

Com o Brasil dividido ao meio entre Lula da Silva e Jair Bolsonaro, a ideia de que o vencedor sairá de uma eleição de ódio vai ganhando cada vez mais consistência. Ou seja, no próximo domingo, dia do sufrágio, grande parte dos votos não serão colocados nas urnas porque os eleitores gostam de um ou de outro candidato, mas sim porque odeiam o opositor.

O politólogo Lucas de Aragão (ver entrevista), sócio da Arko Advice - uma empresa de análise política brasileira - refere que muito se tem falado na campanha na tese da rejeição. "Ou seja, a eleição está dividida em três, os apoiantes de Bolsonaro, os apoiantes de Lula e os que rejeitam ambos", sendo que estes últimos devem definir o vencedor. "Quem for menos rejeitado tem possibilidades de ganhar", diz Lucas de Aragão. No fundo, "há um paredão de ódio, com a maioria das pessoas votando para evitar um, mais do que eleger o outro, coisa que tem acontecido um pouco por todo o Mundo", explica o analista.

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