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Brasil e Venezuela vão investigar massacre de 80 índios yanomani

Brasil e Venezuela vão investigar massacre de 80 índios yanomani

O Brasil manifestou-se disponível para apoiar os esforços da Venezuela para investigar a denúncia, por uma Organização Não Governamental, de um massacre na Amazónia venezuelana em julho, de cerca de 80 índios da etnia yanomani, por mineiros brasileiros clandestinos.

A Horonami Organización Yanomami (HOY), uma organização não-governamental (ONG) de defesa das comunidades indígenas venezuelanas, denunciou na passada quarta-feira o massacre, em 05 de julho último, de cerca de 80 índios da etnia yanomani, por garimpeiros brasileiros, que terão incendiado uma edificação que abrigava as vítimas.

"O Brasil está pronto a apoiar os esforços da Venezuela, inclusive com apoio logístico na região, caso o governo venezuelano considere útil", indicou a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), num comunicado enviado à agência noticiosa AFP.

A FUNAI revelou ainda que um responsável do Ministério dos Negócios Estrangeiros brasileiro e o embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arvelaiz, se reuniram na sexta-feira em Brasília, a pedido da presidente da fundação, Marta Maria Azevedo.

"Durante a reunião, houve uma troca de informações disponíveis e o governo brasileiro fez saber que mantém já um contacto fluido com o governo venezuelano sobre este assunto", anunciou a FUNAI, acrescentando que o embaixador venezuelano garantiu que o governo de Caracas está determinado a investigar a denúncia.

Na passada sexta-feira, o ministro venezuelano da Administração Interna, Tareck El Aissami, anunciou que os responsáveis do ministério público da Venezuela, a polícia de investigação e o exército venezuelanos estavam "em visita às nove comunidades yanomanis" na fronteira com o Brasil, no estado da Amazónia.

De acordo com o mesmo responsável, sete comunidades já consultadas não deram conta de "qualquer situação de violência".

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Duas outras comunidades, localizadas mais a sul, em locais mais recônditos dentro da floresta, não foram ainda contactadas.

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