Covid-19

Brasil ultrapassa os 125 mil mortos após somar 907 óbitos em 24 horas

Brasil ultrapassa os 125 mil mortos após somar 907 óbitos em 24 horas

O Brasil contabilizou 907 mortos devido à covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 125.521 óbitos desde o início da pandemia.

Em relação aos casos confirmados, o país sul-americano registou 51.194 infetados nas últimas 24 horas, concentrando 4.092.832 pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus.

O Governo brasileiro, liderado pelo Presidente Jair Bolsonaro, investiga ainda a eventual ligação de 2.492 mortes com a doença.

No país sul-americano, 3.278.918 pessoas já recuperaram da covid-19 e 688.393 infetados estão sob acompanhamento médico.

De acordo com um consórcio formado pela imprensa brasileira, que decidiu colaborar na recolha de informações junto das secretarias de Saúde estaduais, o país registou mais 855 mortes e 40.566 novos infetados nas últimas 24 horas.

No total, o consórcio constituído pelos principais media do Brasil indicou que o país contabiliza 4.086.716 casos e 125.584 mortos, desde o início da pandemia, registada oficialmente no país em 26 de fevereiro.

O foco da pandemia no país é o estado de São Paulo, que concentra oficialmente 845.016 casos confirmados e 31.091 vítimas mortais, seguido pela Bahia, que registou a infeção de 268.137 cidadãos e a morte de 5.590, e pelo Rio de Janeiro, que totaliza 232.489 diagnósticos e 16.467 óbitos.

São Paulo, que além de ser o estado mais afetado pela pandemia é também o mais rico e populoso do país, completou um mês com queda no número de mortes por covid-19.

"A tendência de queda nos índices está a manter-se nos números de internações e óbitos. Pela quarta semana consecutiva, foi registada uma redução de 13,5% nos óbitos em relação à semana epidemiológica anterior. Pela quinta semana seguida, houve também queda de 6,5% no número de internações se comparado à semana anterior, regredindo para os índices registados em maio", indicou o executivo de São Paulo em comunicado.

Já o governador do estado, João Doria, comemorou os resultados animadores, mas reforçou que a "guarda não deve ser baixada".

"Há tendência de melhora no estado como um todo e já estamos na quarta semana consecutiva de queda de óbitos. Isso é um facto inédito: os índices de óbitos por covid-19, infeção e ocupação de camas nos cuidados intensivos em queda. Essa tendência de queda mostra-se consistente, mas não devemos relaxar ou baixar a guarda, ainda estamos em quarentena", disse Doria em conferência de imprensa.

Um estudo brasileiro publicado na sexta-feira aponta que não há benefício comprovado do uso do antibiótico azitromicina no tratamento de pacientes graves diagnosticados com covid-19. Os resultados da parceria entre investigadores de oito instituições brasileiras foram publicados na revista científica 'The Lancet'.

A azitromicina, um medicamento usado em infeções bacterianas, tem sido amplamente utilizado durante o tratamento da doença causada pelo novo coronavírus.

"O nosso estudo mostra que a azitromicina para pacientes graves, que precisam de oxigénio e estão entubados, não deve ser rotineiramente prescrita, porque não traz nenhum benefício. O remédio só deve ser usado se, juntamente com a covid-19, o paciente for diagnosticado com uma pneumonia bacteriana, o que eventualmente pode acontecer", afirmou ao jornal O Globo o cardiologista e investigador Renato Lopes, diretor do 'Brazilian Clinical Research Institute', membro do estudo.

Além de não apontar benefícios no uso da medicação, o estudo mostrou que a azitromicina pode piorar a função renal em alguns casos.

"No mínimo isso nos alerta a não usar rotineiramente esse remédio, porque ele não traz benefício nenhum e pode, eventualmente, causar algum efeito adverso", acrescentou Lopes.

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