Energia nuclear

Brasil vai construir cinco submarinos, um nuclear

Brasil vai construir cinco submarinos, um nuclear

O Brasil vai construir cinco submarinos para patrulhar a sua costa, incluindo um alimentado por energia atómica, que o vai colocar no restrito clube dos Estados com submarinos nucleares.

O projeto está a ser realizado por uma empresa conjunta que reúne a marinha, a firma de construção brasileira Odebrecht e a sociedade estatal francesa de defesa DCNS.

O país sul-americano está a explorar importantes campos petrolíferos no mar alto, que o podem tornar um dos principais exportadores mundiais.

Os novos submarinos destinam-se a proteger este recurso, disse o oficial da marinha que está a coordenar este projeto de 10 mil milhões de dólares (7,3 mil milhões de euros), Gilberto Max Roffe Hirshfeld.

"O submarino propulsionado por energia nuclear é uma das armas com mais poder de dissuasão", disse à AFP.

"O Brasil tem riqueza nas suas águas. É nossa responsabilidade ter fortes forças armadas. Não para fazer a guerra, mas para a evitar. Para evitar que alguém tente apropriar-se das nossas riquezas", adiantou.

Os novos submarinos, que vão substituir a idosa esquadrilha de cinco unidades convencionais, estão a ser construídos num complexo com 540 mil metros quadrados, em Itaguai, a sul do Rio de Janeiro.

O Brasil e a França assinaram o acordo para este projeto em 2008, no âmbito do qual a DCNS fornece materiais e formação, enquanto o Brasil edifica a sua própria indústria de submarinos.

Os brasileiros estão a desenvolver o reator nuclear e a enriquecer o urânio.

O primeiro submarino, um convencional designado SBR1, está completo em 45% de deve ser entregue em 2017. O segundo encontra-se nos primeiros estágios da produção e tem a entrega marcada para 2019.

O trabalho de construção do submarino nuclear, o SNBR, deve arrancar em 2017, devendo estar pronto em 2025.

Hoje em dia, apenas os membros do Conselho de Segurança e a Índia desenham e constroem os seus próprios submarinos nucleares.

Este tipo de submarino, ao contrário dos convencionais, que têm motores elétricos ou a diesel, que os obriga a vir à superfície de 12 em 12 ou de 24 em 24 horas para reabastecer, podem permanecer imersos indefinidamente.