Pandemia

Brasil vai usar mistura de remédios para tratar casos leves de covid-19

Brasil vai usar mistura de remédios para tratar casos leves de covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão regulador do Brasil, informou esta terça-feira que autorizou o uso emergencial de medicamentos a partir dos anticorpos monoclonais casirivimabe e imdevimabe no tratamento da covid-19.

Os medicamentos experimentais foram desenvolvidos pela farmacêutica Roche e devem ser aplicados em conjunto.

Este é o segundo tratamento com remédios aprovado pela agência reguladora brasileira contra a covid-19. O primeiro medicamento autorizado foi o remdesivir.

"A indicação dos medicamentos [casirivimabe e imdevimabe] é para quadros leves e moderados da doença, em adultos e pacientes pediátricos (12 anos ou mais) com infeção por SARS-CoV-2 confirmada por laboratório, e que possuem alto risco de progredir para formas graves da doença", destacou a Anvisa.

"Isso inclui pacientes com 65 anos ou mais ou que têm certas condições médicas crónicas. É importante destacar que esses anticorpos não previnem a doença", acrescentou.

Segundo a Anvisa, os medicamentos só poderão ser aplicados em hospitais. No entanto, a agência reguladora esclareceu que o casirivimabe e o imdevimabe não estão autorizados para uso em pacientes hospitalizados (internados) devido à covid-19 ou que necessitam de oxigénio de alto fluxo ou ventilação mecânica em seus tratamentos.

"De acordo com dados do estudo clínico, os anticorpos não demonstraram benefício em pacientes internados, podendo até estar associados a desfechos clínicos piores quando usados", justificou a Anvisa.

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Segundo Meiruze Freitas, uma das diretoras da Anvisa, o medicamento "se torna o segundo aprovado pela Anvisa, com indicações de uso especificamente contra a covid-19, reforçando o arsenal terapêutico disponibilizado à sociedade" para enfrentar a pandemia, "fazendo coro com as cinco vacinas já autorizadas".

O Brasil já registou 374 682 vítimas mortais e 13 973 695 de casos da doença confirmados, segundo o último boletim epidemiológico difundido pelo Ministério da Saúde.

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