Covid-19

Brasil volta a aproximar-se de três mil mortes e de 100 mil casos em 24 horas

Brasil volta a aproximar-se de três mil mortes e de 100 mil casos em 24 horas

O Brasil voltou a aproximar-se do registo de três mil mortes diárias devido à covid-19 (2997), o maior número de óbitos desde 29 de abril, e somou 95367 infeções nas últimas 24 horas.

Os dados foram divulgados esta quarta-feira pelo Ministério da Saúde brasileiro, e colocam o dia de hoje como o terceiro com mais diagnósticos de covid-19 desde o início da pandemia, registada oficialmente no país em fevereiro de 2020.

O número de novos casos registados supera apenas os de 25 de março último, quando o país contabilizou 100.158 diagnósticos positivos e o dia 2 deste mês, momento em que o Brasil chegou a 95.601 infeções em 24 horas.

Contudo, o acumulado desta quarta-feira contém também os dados de terça-feira de Rio Grande do Sul, um dos cinco Estados brasileiros mais afetados pela doença, que no dia anterior não conseguiu comunicar atempadamente os seus números devido a problemas técnicos.

Segundo o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, a taxa de incidência da doença no Brasil é 235 mortes e 8.389 casos por 100 mil habitantes.

Já a taxa de letalidade está fixada em 2,8% há várias semanas consecutivas, num momento em que os números parecem confirmar a tese de especialistas em saúde, que há semanas anunciam a chegada de uma terceira vaga da pandemia ao país.

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São Paulo continua a ser o foco da pandemia na nação sul-americana, concentrando 3.509.967 casos de infeção e 119.905 vítimas mortais devido ao Sars-CoV-2.

Em números absolutos, o Brasil é o segundo país com mais casos de covid-19 no mundo, superado apenas pelos Estados Unidos, e o terceiro com mais mortes, depois dos norte-americanos e da Índia.

Nas últimas 24 horas, o Brasil foi ainda o país com maior número de óbitos e de diagnósticos de covid-19 em todo o mundo, de acordo com o painel "Worldometer".

O país sul-americano, com 212 milhões de habitantes, tem conseguido acelerar o ritmo da imunização contra a covid-19 nos últimos dias, sendo que mais de 80 milhões de doses já foram aplicadas em solo brasileiro.

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 57,6 milhões de pessoas já receberam pelo menos a primeira dose de algum dos antídotos utilizados no país, mas apenas cerca de 23,8 milhões de cidadãos receberam a dosagem completa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa, órgão regulador do Brasil) anunciou hoje que aprovou a importação, em caráter excecional, de 592 mil doses da vacina russa Sputnik V pelos Estados do Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Amapá, Paraíba e Goiás.

A autorização foi concedida com as mesmas restrições que se aplicaram a outros Estados do país que também receberam, no início do mês, permissão de importação excecional.

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