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Campanha da Adidas sobre sutiãs proibida no Reino Unido

Campanha da Adidas sobre sutiãs proibida no Reino Unido

Uma campanha publicitária da Adidas, com dezenas de fotos de mulheres em topless, foi proibida pela agência que regular a publicidade no Reino Unido, por ser suscetível de causar ofensa generalizada.

Em fevereiro, a marca de desporto lançou uma campanha publicitária com dezenas de fotos de seios nus para promover a extensa coleção de sutiãs desportivos para mulheres de "todas as formas e tamanhos". "Acreditamos que os seios das mulheres de todas as formas e tamanhos merecem apoio e conforto", disse a marca, na época.

Esta quarta-feira, a organização autorregulatória da indústria de publicidade no Reino Unido, Advertising Standards Authority (ASA), anunciou ter recebido 24 queixas de que o uso da nudez na campanha era "gratuito, objetificava mulheres ao sexualizá-las e reduzi-las a partes do corpo" e retirou a campanha no país. Foram também levantadas preocupações sobre a adequação dos anúncios para crianças. Por seu lado, a Adidas defendeu que as imagens pretendiam "refletir e celebrar diferentes formas e tamanhos, ilustrar a diversidade e demonstrar por que razão os sutiãs de apoio sob medida são importantes".

A campanha da Adidas recebeu uma reação mista quando foi lançada, em fevereiro, uma vez que, na internet, algumas mulheres elogiaram a marca por promover a diversidade e não censurar os corpos das mulheres, mas outras acusaram-na de sexismo.

O Twitter disse que o post foi reportado por alguns utilizadores, mas não foi considerado uma violação aos seus termos de serviço.

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"Embora não consideremos que a forma como as mulheres foram retratadas fosse sexualmente explícita ou as objetivasse, consideramos que a representação dos seios nus provavelmente seria vista como nudez explícita", disse a ASA, no comunicado.

Em resposta à decisão da ASA de retirar a campanha, a Adidas disse: "A publicidade foi projetada para mostrar como os seios são diversos, apresentando diferentes formas e tamanhos que destacam, porque o suporte personalizado é fundamental." A marca afirma que a decisão da ASA estava relacionada com o conteúdo que foi usado e não com a mensagem "que defendemos com orgulho, e é exibida no nosso site".

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