Presidenciais

Mais de 17 milhões de votos antecipados fazem prever recorde nas eleições dos EUA

Mais de 17 milhões de votos antecipados fazem prever recorde nas eleições dos EUA

Mais de 17 milhões de votos já foram entregues nos Estados Unidos, podendo chegar-se durante o fim de semana a 20 milhões, segundo o projeto US Election (Eleições EUA), o que deixa prever recordes para este ano.

Ainda falta 19 dias para as eleições presidenciais de 3 de novembro, mas a participação antecipada já está em níveis recorde e, para o fundador do Centro para Inovação e Investigação de Eleições (CEIR, na sigla em inglês), o mais interessante será saber "quantos ainda faltam votar" em novembro.

Segundo uma nova análise do projeto Eleições EUA, atualizada esta quinta-feira, foram já entregues quase 17.750.000 votos em 38 Estados.

Um mapa infográfico do projeto indica que Florida já recebeu 2,09 milhões de votos, a Califórnia mais de 1,68 e o Texas mais de 1,65 milhões de votos.

De acordo com este projeto, dirigido por Michael McDonald, professor da Universidade da Florida, este ano haverá quase 240 milhões de pessoas qualificadas para votar, mas nem todas estão inscritas e muitas costumam nunca participar nas eleições.

David Becker, diretor do CEIR, que falou esta quinta-feira numa conferência de imprensa em que a Lusa esteve presente, os números já registados "não se assemelham a nada do que já se viu" na história, com mais de duas semanas até ao último dia das eleições e refletem um "nível de entusiasmo histórico".

Para isso contribuem os votos por correio, este ano incentivados em muitos estados, por causa da covid-19, mas também os votos antecipados.

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David Becker considerou que, devido aos recordes de votos que se registam e vão aumentando todos os dias, "a percentagem de pessoas que vai votar no dia da eleição [03 de novembro] poderá ser muito menor do que noutros anos".

Para o especialista, as eleições de 2020 vão ser uma "história de sucesso", com os números já registados, principalmente no meio de uma pandemia.

Nas eleições presidenciais de 2016, houve 138,8 milhões de votos, ou seja aproximadamente 60% do universo de eleitores qualificados.

O recorde de participação nas eleições presidenciais norte-americanas foi de 62% em 2008, quando Barack Obama foi eleito pela primeira vez.

Para encontrar participação acima dos 65%, o especialista do CEIR indicou que é preciso um "regresso ao passado" para o ano de 1908, mas lembrou que o voto era restrito e impossível para afro-americanos e mulheres.

David Becker defendeu esta quinta-feira a participação por correio e o voto presencial antecipado, dizendo que ir votar "vai ser mais seguro do que ir às compras", porque os locais de voto estão a seguir todas as recomendações de distanciamento, limpeza e desinfeção.

O especialista elogiou também a forma como os votos presenciais têm decorrido em vários lugares, onde "as pessoas esperam em filas, com máscaras, trazem banquinhos, desinfetantes, merendas".

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