Casa Branca

O clube dos bilionários na corrida das presidenciais

O clube dos bilionários na corrida das presidenciais

Donos de grandes fortunas doam milhões aos candidatos à Casa Branca. Magnatas da finança, do jogo e da Comunicação Social no clube dos 364 dos maiores apostadores. Bloomberg lidera.

Os candidatos às presidenciais da próxima terça-feira bem podem badalar que é o eleitor comum que financia as respetivas campanhas, mas a frieza dos números mostra que a disputa à Casa Branca e as próximas eleições para o Congresso são também uma corrida de bilionários.

Segundo a informação disponível na página da Comissão Federal de Eleições (FEC), até 30 de setembro estavam arrecadados mais de 18 mil milhões de dólares por candidatos, partidos e comissões de apoio, provenientes de doações. E já tinham sido gastos quase dez mil milhões: está batido o recorde das despesas nas presidenciais e gerais de 2016, de 6,5 mil milhões.

Menos de um terço das contribuições são feitas por pequenos doadores. O grosso da receita provém de donos de grandes fortunas. Costumam ser mais generosas com os candidatos republicanos, mas desta vez mudaram a agulha.

De acordo com o número de agosto da revista "Forbes", 131 titulares de riqueza superior a mil milhões de dólares já tinham feito doações ao candidato democrata, Joe Biden, e "apenas" 99 beneficiaram o recandidato republicano, Donald Trump.

A primeira coisa importante

Analisando a base de dados de doações da FEC, o JN verificou que 364 pessoas ou entidades - desde comissões de partidos a comissões de apoio, incluindo de empresas - doaram pelo menos dois milhões de dólares cada uma, somando quase 2,8 mil milhões.

Michael Bloomberg (empresário da finança e dono da agência noticiosa especializada Bloomberg), cuja fortuna de 55 mil milhões de dólares o coloca em 14.º lugar na lista dos mais ricos, é o doador que se destaca no campo democrata.

Ele tinha apostado mais de mil milhões na sua própria campanha para as primárias do partido. Ao desistir a favor de Biden, pôs o dinheiro ao serviço da campanha. Recentemente, entregou mais 100 milhões.

Mas há mais democratas em evidência entre os doadores bilionários. O empresário da finança Tom Steyer entregou 46,3 milhões às campanhas do partido. Outro financeiro, Donald Sussman, ofereceu 22,6 milhões.

No campo republicano, o empresário de casinos e comunicação social (como o "Las Vegas Review-Journal", que apoia Trump) Sheldon Adelson (19.o mais rico, com fortuna avaliada em 28 mil milhões) entregou 52,5 milhões.

O magnata da Somunicação Social dono da cadeia de televisão Fox, Rupert Murdoch, doou 7,7 milhões, uma oferta mais modesta do que a do banqueiro Timothy Mellon (dez milhões), mas mais generosa do que a do dono do fundo Blackstone, Stephen Schwarzman, que deu três milhões.

Estes e outros valores mais modestos, como os do realizador Steven Spielberg (mais de 582 mil dólares para Biden) contradizem os limites de 2800 dólares para as contribuições individuais.

Mas são alcançados porque são canalizados através dos chamados comités de ação política (CAP, ou super-CAP), para os quais não há limites máximos. Um jogo que remete para uma afirmação atribuída ao senador republicano Mark Hanna, pelo Ohio, em 1895: "Há duas coisas importantes na política: a primeira é o dinheiro, e esqueci-me qual é a segunda".

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